quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Defenders of Oasis


  
Quase não falam do maldito Game Gear por aí, mas quando alguém abre a boca, recomenda “Defenders of Oasis”, tradicional e arcaico JRPG, gênero morto junto da geração 16 bits e nem adianta argumentarem. Sua historinha narra os entraves maniqueístas entre o bruxo negro Ahriman contra Jamseed, o carcereiro responsável por trancá-lo numa dimensão valendo-se de três anéis mágicos. Jamseed cria o reino de duplo sentido Shanadar atacado pelo lacaio de Ahriman, Snake King Zahhark, que também tem seus dias contados com a chegada de Fallidoon que o derrota. Ele apazigua o mundo (Oriente Médio), segue o exemplo do Jamseed e monta o reino Eeflat que após mil anos no hedonismo sofre um ataque da oposição xiita. Cabe ao príncipe de Eeflat matar Zahhark para o seu reino competir com Dubai.


Inovações junto a detalhes faltaram na questão de tornar Defenders memorável. Os Phantasy Stars da própria desenvolvedora Sega lançados no mesmo ano ofuscaram o jogo. O esquema sempre fica naquela de ir do ponto A ao B, matar, matar, matar, matar, escutar histórias de pescador e... matar, matar, matar, matar, subir o nível, matar o chefe, pegar item chave, matar, matar, matar and... Matar. No timeco não acontecem saídas e substituições de novos integrantes, só vão somando para fechar num quarteto e tirando o gênio (sem possibilidade de usar equipamentos), o restante não usa magia, valem-se de outros artifícios, como habilidades furtivas, e o príncipe que é simplesmente porradeiro. A dificuldade consiste no abismo de poder dos monstrengos habitando labirintos mais e mais confusos. Alguém lembrou Phantasy Star II?


Um dos pontos altos do jogo seriam as cutscenes separando a aventura como se fossem capítulos. A arte consegue amenizar parte da limitação, aparenta traço anime acima do mediano num universo árabe no modo fantasioso judaico cristão ocidental de pensar: odaliscas, turbantes, gênios da lâmpada, sapatos pontudos. 

Puseram trilha sonora pobretona, mas por causa da sonoridade árabe, acreditaram segurar as pontas, não tem nenhuma composição marcante. Defenders of Oasis é isso, JRPG no seu puro estilo, mesmo significando limitação. Mais oportuno jogar por ter existido na febre do gênero, contendo a inovadora bateria derradeira na extinção do maldito password do que ficar pagando um dinheirão num  Final Fantasy XIII”. Pro gênero JRPG ele não deve nada, como jogo no geral apresenta marasmo. 

*outro artigo vindo do mausoléu "Time Over".

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