sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Shining Force: Final Conflict



A série Shining é mais uma das franquias da Sega que foi criada durante a quarta geração e tomou tudo quanto é vertente tentando se tornar diversa. Começou com o Shining in the Darkness, um "dungeon crawler" que rendeu muita falação na época tanto nas terras nipônicas quanto nos gringos, encorajando os criadores a continuar com a série, porém não com a mesma fórmula...

O segundo jogo da série criou a maior vertente que é a de RPG de estratégia por turnos através de Shining Force: The Legacy of Great Intention. Como o seu antecessor, também arrebentou a boca do balão e até mesmo se tornou mais popular, ganhando nos anos seguintes mais jogos do tipo. Pelo menos todas as "sequências diretas" de Force receberam localização nos EUA, diferente do atualmente poderoso Fire Emblem que precisou esperar até 2003 para ter um jogo da série em terras fora do Japão. Porém se tomou um caminho inverso, com FE se tornando incrivelmente popular hoje em dia e SF renegado ao escanteio (parte disso devido ao caminho genérico da história e da mecânica adotada dos títulos seguintes após SF III). O estilo dungeon crawler, junto da estreia de um RPG de ação só retornou após 1995, mas não irei me prolongar na história da série e de todos os seus jogos.

O foco da análise está em um dos gaidens que nunca saiu do Japão (com exceção do Shining Force CD que é um remake de dois deles). Shining Force: Final Conflict é um desses exemplares que está pesadamente baseado em SF I e II, além de ter o estilo enxuto dos outros gaidens. Ele foi desenvolvido em 1995 pela Sonic! Software Planning, empresa que iniciou a série Shining em 1991 e foi com ela até 1998. E pasmem, atualmente essa empresa se chama Camelot Software, a "toda-poderosa" criadora de Mario Tennis, Mario Golf e Golden Sun, jogos que até hoje tem dedo dela.


Indo direto ao assunto, a história é bem simples. Caso não tenham jogado SF I, o vilãozão Darksol tentou destruir o mundo inteiro com uma criatura poderosa, mas foi morto pelo protagonista, Max. No mesmo jogo, Darksol tinha uma braço direito chamada Mishaela que tentou derrotar os mocinhos, mas também foi morta... Ou foi isso que ela queria que pensássemos... Pois bem, em Final Conflict descobrimos que ela está muito bem viva, com alguns capangas para fazer o trabalho sujo e tentando reviver Darksol, tomando conta que segundo as timelines que pesquisei na internet para entender como todos os jogos principais e gaidens se ligam (já que alguns deles não explicam direito o tempo passado), Final Conflict pode ter ocorrido pouco tempo depois de Shining Force CD e alguns anos antes de SF II, apesar desse ter sido lançado no Japão dois anos antes.

Enfim, Max e o robô Adam, juntos de mais alguns guerreiros, enfrentam Mishaela e seus capangas até que um deles danifica sériamente o robô e então fogem. Max escolhe um deles para continuar a caçada e deixa os outros para cuidar do robô ferido. Após ser "tratado", Adam diz que não pode mais lutar e então assume o tradicional papel de conselheiro em SF, além de receber a sugestão de formar um grupo para procurar Max. E então entra o protagonista Ian, o qual é titulado líder do grupo e arranja companheiros durante essa viagem para encontrar Max, seu companheiro de viagem e impedir Mishaela de realizar a ressureição de Darksol. A história faz ligações muito fortes com o SF I e II, principalmente o II por estar ocorrendo na mesma região, Parmecia e ilha Grans.


Sobre a mecânica em si, Final Conflict possui mais ou menos 20 cenários divididos em 4 capítulos, todos eles ocorrendo um após o outro, sem permitir exploração de cidades e do mapa como os jogos títulares da série, seguindo nesse ponto Shining Force CD, podendo fazer apenas a compra de itens novos e salvar o jogo entre esses cenários. A jogabilidade é igual aos demais Force's, com os personagens selecionados antecipadamente em lista no cenário, se movimentando por espaços e alternando os turnos entre companheiros e inimigos, com direito a animação quando ataca, usa magia ou algum item. Sendo assim, não há nada de novo, é apenas mais um SF que tentaram adaptar para a versão "portátil".



Os gráficos são bem simples, como também as animações de batalha. A música é recalchutada de SF II, e ainda toca toda "serrada" devido ao "espetacular" som do Game Gear. Apesar disso, não é nada atroz a ponto de não jogar, ainda mais sendo bem curto de se fechar.

Shining Force é um dos pioneiros dos RPGs de estratégia nos videogames e seu sistema, apesar de simplista, é muito bom e não cai em desuso, vide Fire Emblem que quase não mudou seu sistema há anos e praticamente segue o mesmo estilo que os SF clássicos. Portanto, se você for explorar um jogo de estratégia no Game Gear, vá por Shining Force: Final Conflict (além dos outros dois, caso não queira jogar o remake do Sega CD ou queira comparar esse com ambos).

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