sábado, 10 de agosto de 2013

Castlevania: Bloodlines



O Mega Drive recebeu vários jogos de séries populares, infelizmente acabaram obscuros, se comparados à popularidade de seus “parentes” para as plataformas Nintendo. Bloodlines por exemplo não ficou de fora dessa lista de games únicos pra MD, notavelmente vemos suas novidades para a época, apresenta cara de recomeço. Dois personagens à escolha, fases ao redor da Europa, novos inimigos e boa dose de morbidez, acompanhem:

Outro macumbeiro almejando o renascimento de Drácula revive acidentalmente Elizabeth Bathory (aquela condessa psicopata da canção do “Ghost”), aqui sobrinha do dito cujo. Para reviver o tio, necessita de muitas almas, nada melhor do que matar os herdeiros da coroa austríaca, evento vital no desencadeamento da primeira guerra mundial. Cabe ao texano John Morris e seu comparsa genérico Eric Lercard chutarem bundas por todo o velho continente até acharem o castelo da condessa vampira.

Escolha qual personagem usar: John Morris, descendente dos Belmont ou o lanceiro hispânico Eric Lecarde. No total são 6 fases por todo o continente europeu: Romênia, Grécia, Itália, Alemanha, França e por último Inglaterra. Cada personagem tem seu próprio final e caminhos exclusivos acessíveis de acordo com a habilidade exigida de cada personagem. 

Os comandos e cânones da franquia continuam, exceto pelas leves inovações, a arma principal e as especiais (água benta, bumerangue, machado) aumentam o poder encontrando melhorias nas fases, a regalia é perdida quando o boneco é atingido, com cristais de sobra é possível multiplicar o efeito das mesmas. A versão japa amenizava a porção de inimigos na tela, por fim os danos eram mais equilibrados. Zerando o jogo você tem o Expert Mode

John Morris (inspirado no personagem Quincey Morris do livro “Drácula”) tem habilidades tradicionais dos Belmont , agora pode prender o chicote no teto e atravessar longos precipícios enquanto desfere um belo chute nos inimigos.  Eric, o mais apelão, realiza grandes saltos e pode contratacar monstros na retaguarda. 

O nome “Bloodlines” encharcado de sangue já nos traz otimismo, não há toda aquela censura chata como no SNES, exceto o port cagado europeu. Os efeitos visuais estão ótimos, destaque pras vidraças se espatifando, o entardecer das ruínas gregas, estátuas degoláveis com os ataques, na torre de Pisa as paisagens irregulares. Os inimigos ficaram com expressões e sprites mais sinistras, sangue pingando do teto, guilhotinas gigantes, tripas de Hellhound pulsando, zumbis ensanguentados pelo caminho, ufa!

O repertório musical tem ótima qualidade, se encaixam perfeitamente com as fases e acontecimentos. Algumas vezes são um pouco animadas, deveriam ser mais pesadas, tanto faz, elas seguem os padrões das fases sem destoar. Os sons são medianos, poderiam receber um pouco mais de capricho, certos barulhos fazem chiado demais ou recebem um som meio indiferente com a situação.


Um capítulo da saga dos Belmont que toma uma manobra diferente dos demais, andando por cantos europeus , bastante sangue pelas fases e inclusão de fatos reais + a obra de Bram Stoker. Boa velocidade, boa dose de desafio, bons gráficos e dois personagens selecionáveis o que dá pra explorar as fases de diferentes maneiras aproveitando mais o cartucho.  

*zumbi do finado site "Time Over".

Um comentário:

  1. boa analise do Bloodlines, é muito melhor que o Castlevania IV (que é um remake do primeiro jogo) e o Dracula X. e não diria que Le Carde é hispânico. há até teorias que ele é descendente do Alucard...mas não sei dizer se isso é certo.

    continue com o bom trabalho

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