domingo, 18 de agosto de 2013

Metal Gear



Post só pra reforçar a idéia de você jogar, porque "Metal Gear" ganhou status cult, embora muito pamonha reclame da dificuldade, nem vou me delongar, porque já endeusam demais a franquia e já têm velhos broacos venerando e postando mil artigos sobre o tema e o seu principal desenvolvedor. Pois é, entre a cruz e a espada...

Obra prima do computador MSX na época, o Hideo Kojima tinha apenas programado “Penguin Adventure” e ganhou certo crédito para bolar algum jogo. Cineasta frustrado que era, costurou miríades de filmes sobre guerra, num título que descambou pra espionagem, afinal, o MSX não teria poderio de entulhar na tela diversos soldados segundo o próprio. Aí com uma arma na cabeça, enquanto se mijava nas calças, pensou: E se fosse tipo “Os Canhões de Navarone”? Invadir uma base no cu do mundo e detonar uma ameaça bélica?

Depois disso, meus caros, os episódios seguintes foram pura xerox piorada do que teve no MSX, os americanos e parte da pivetada recente não imaginam que todas as maracutaias stealth em “Metal Gear Solid” já tinham sido postas nesses dois títulos, acham que a origem da franquia remonta longinquamente o “Metal Gear” do NES e PC, sendo ports horrorosos (o de PC fora programado baseado na edição do Nintendo). Então quem notaria esses detalhes? Só a velha guarda na Europa, Brasil, Japão, ou seja, o resto do mundo, estava ciente do fato de que, em 1987, só nessa primeira parte existia:
-Alarmes.

-Batalha final dramática após destruir o Metal Gear.

-Caixa de papelão.

-Cartões enumerados.

-Rádio.

-Cigarro (embora inútil).

-Silenciador.

-Mísseis controláveis visando explodir painéis de alta voltagem.

-Explosivo plástico.

-Máscara de gás.

-Um tanque que protege o segundo prédio da fortaleza.
 
E tinha muito mais paradas maneiras, área escura para se valer com a lanterna, uso de bússola na travessia do deserto, equipamento de mergulho, paraquedas. Aonde o Snake enfia todo esse equipamento, eu não sei, só se for no rabo, mas observe atentamente a quantidade de recursos ultrapassando os tão aclamados “Solids”  entulhados de abobrinha.
  


O jogo é bem na performance Zelda adicionando o elemento furtivo, e vai perambulando por uma fortaleza com nome de inferninho, “Outer Heaven”. Vai ganhando itens pertinentes aos obstáculos, armas cada vez mais destruidoras, cartões de segurança enquanto detona mercenários e máquinas de guerra. As músicas são poucas, porém dão conta do recado, bem militares, e a dificuldade pros dias de hoje faz neguinho chorar. É questão de decoreba pra se lembrar de cada armadilha e estratégia, depois de um tempo fica até burocrático. 


Desafio essa geração leite-com-pêra a concluir, reclamam da história quase inexistente, porque naquela época e o que ainda devia ser padrão era o desafio, gostam da trama rocambolesca pois sabem que jogarão menos. Se eu quiser ver animação 3D é melhor então "Max Steel".

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