terça-feira, 6 de agosto de 2013

Abadox: The Deadly Inner War



A trama é fajuta: Tem um monstro gourmet de planetas que nem as forças armadas espaciais conseguem dar conta, pior, esse bicho come o planeta Abadox (ou algo assim, porque caguei e andei pro enredo), e um piloto invade as entranhas da aberração tentando buscar a princesa de Abadox.

Nada excepcional, “Abadá+Paradox” se limita em repetir Gradius e R-Type, ao contrário deles o risco maior não é atravessar as rajadas de tiros, mas esbarrar nos cantos dos cenários, as vezes propositalmente estreitos que resultam na sua derrota. Frente a outros do gênero, os ditos cujos R-Type e Gradius, chega a ser casual. Óbvio que a molecada recente dirá que isso é papo furado, moleza o escambal etc.. É fácil sim, se levarmos em conta a questão de shooters serem extremamente árduos e pra asiáticos sem vida, geralmente neets


Não temos tiroteios frenéticos, as limitações do NES diminuem a quantidade de obstáculos mortais, você logo controla a situação do que ocorre na tela, elemento impensável para um título de arcade, uma vez que eles vivem da grana de cada ficha. Em Abadox a vida é infinita, nada de continues limitados, o máximo que sofre é recomeçar parte da fase. 

Uma vez com os power ups, não sobra pra  ninguém, exceto se esbarrar no maldito cenário. Pra ter noção da parada, basta esperar o cessar fogo de certos inimigos e seguir em frente na busca dos camarões azuis que lhe dão up grades. O único momento tenso é no último chefe, porque aparecem uns encostos teleguiados, aí precisa ficar quase encostado perto do olho atirando o mais rápido possível com o top de linha adquirido durante a jogatina.


O boneco é lento demais, o mesmo para os seus tiros, que não acertam nada. As fases revezam-se entre side-scroll horizontal e depois partem pro pouco habitual panorama vertical de cima para baixo exceto a última fase, afinal, só precisa esquivar dos empecilhos no cenário para assim fugir do planeta. 

O visual é interessante, doido varrido, as fases rolam num organismo vivo pulsante. Tem lá trechos robóticos, uma nave ou robô gigante, mas aparecem bem menos do que os cancros, tumores, olhos e mucosas assassinas.  A música é singela, repete-se, é curta, “daorinha”, mas cansa e até baixei o volume pra ouvir música, porque estressa. Decepciona principalmente pelo fato de  Kiyohiro Sada, compositor da versão NES de Contra e Rush Attack ter se encarregado da trilha.


Um dos poucos shooters feitos exclusivamente para o NES. Jogue, é bizarro, divertido, serve de treinamento pra quem não jogou muitos "games de navinha". É de um tempo em que a Natsume, produzia mais coisas do que apenas jogos rurais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário