segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Adventures of Lolo



Sucessor espiritual de Eggerland também da Hal, e lembrado mais recentemente pelo protagonista fazer uma ponta na série Kirby como o chefe "Lololo".  No começo vemos a namorada de Lolo ser raptada pelo cramulhão King Egger dono do castelo que ambienta as fases. Seu dever é empurrar blocos verdes reluzentes tentando solucionar puzzles em cada sala para bem depois subir o próximo andar do castelo ou torre (conforme o jogo) e então derrotar o vagaba. As duas sequências mais o port do Game Boy são praticamente Xerox do primeiro, falarei por agora sobre a primeira parte.

Os cenários vistos de cima, tem arquitetura idêntica à Bomberman. O objetivo é coletar todos os cartões de copas fazendo o baú abrir, somente assim você eliminará todos os monstros da tela e prosseguirá para o próximo racha-cuca. Cada andar apresenta 5 salas. Você se articula em forma de cruz, empurra coisas, pode jogar um raio para transformar os inimigos em ovo (quando o tiver).  


Essa simplicidade é comprometida de acordo com a sordidez de cada arapuca. Precisa pensar na ordem certa para coletar os cartões, pois te protegem dos inimigos ou alguns deles lhe conferem poderes limitados para transformar os monstros em ovos que podem ser empurrados como blocos ou servir para atravessar rios.  É possível destrui-los se tiver algum poder sobrando, mas desse modo, o inimigo voltará a existir no seu lugar de origem, passado muito tempo encantado, a casca será rachada e o bicho ficará exatamente no lugar onde o ovo foi largado. Às vezes coletando uma quantidade de cartas lhe habilitam funções para quebrar uma pedra, criar uma ponte ou mudar a direção de um piso. Quando falhar na missão, aperte o botão select para cometer suicídio.



Os inimigos variam muito, do mais inofensivo a outros capazes de prendê-lo num canto, outros que atiram facas ou soltam agulhas afiadas, uns simplesmente o perseguem. Acho que o maior demérito e o que torna o jogo mais tenso são os acidentes, às vezes quando empurra um bloco ou pelo andar desengonçado de Lolo, sua estratégia vai por água a baixo.

Você perambula por 50 fases divididas nos 10 andares do castelo. Há uma única musica responsável por baixar sua bola e levá-lo ao nervosismo rapidamente. Puzzle dos bons que não voltam mais. Os primeiros desafios são meio mongos pro jogador mala não reclamar da injustiça. Não demora tanto pros verdadeiros desafios pintarem. Vão restringindo as opções a um momento de achar que não existe solução alguma. Se você for aguçado não ficará travado. O jogo é bondoso, há passwords pra cada fase e quando morre, permanece na mesma em que bateu as botas.


A luta final nunca acontece, resumida numa cut scene. Incrível pensar como certos jogos de agora copiam uma fórmula antiga como a de Lolo e lhe exigem muito mais dinheiro e menos esforço do que este, copiaram o esquema do empurra-empurra dos blocos, pisos em forma de seta impondo direções para passar. É uma experiência desafiadora sem muita demora  até o seu fechamento, isto se não ficar com ódio do mundo.

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