sábado, 10 de agosto de 2013

Wily & Right's Rockboard: That's Paradise



Sério, o que será que a Capcom fumou para querer lançar um jogo de Mega Man aos moldes de Monopoly para o NES em 1993? Quem conhece esse treco deve se perguntar isso até hoje. E quem não conhece, vai ler esse artigo e começar a se perguntar.

Wily & Right's Rockboard: That's Paradise é um "caça-níqueis" lançado na época em que Mega Man usufruia de grande popularidade e foi o penúltimo jogo da série (último sendo Mega Man 6) no NES, pouco antes da Capcom pular de vez para a nova geração, o SNES.


Não há história nenhuma, é apenas um jogo de Monopoly desenfreado que persiste até um dos personagens possuir muito dinheiro e as várias propriedades, enquanto deixa os demais falidos. Nada que se desvie do tabuleirinho clássico que conhecemos.

Há 5 personagens nessa brincadeira: Dr. Light, Dr. Wily, Dr. Cossack, Roll e Kalinka... Sim, Kalinka, a filha secundária e sem importância do Dr. Cossack... Por que Megaman não é um personagem controlável e a Kalinka sim? Mega Man foi limitado a um "guia" de menu inicial, além de uma "carta" do jogo.

É possível escolher a quantidade de personagens controlados pelo computador ou por outros jogadores, além de escolher uma das quatro áreas disponíveis (as quais tem o formato dos continentes da América do Sul, África, Antártida e América do Norte), selecionar a condição de vitória e sortear a ordem de quem começa a partida.


Ao iniciar, tudo o que tem que fazer é selecionar o comando para "rolar o dado" e se mover pelos espaços, caíndo em terrenos livres para compra, áreas para tirar cartas, teletransporte do Rush, áreas de loteria ou apostas, entre outros. Ao se apropriar de um terreno, é possível erguer uma construção própria e aprimorar as instalações. Também é possível fazer isso no terreno dos demais jogadores, precisando pagar para eles. Claro que ao ter seu prédio, não precisa mais pagar "pedágio" em terrenos que não são seus, mas para melhorar os prédios sim. Há outros detalhes nessa questão de pagamentos, mas não irei me prolongar muito nisso, ainda mais por não sair da esquemática do Monopoly.
As cartas retiradas nas áreas específicas para isso tem efeitos especiais que podem tanto beneficiar o próprio indivíduo quanto prejudicar o avanço dos outros jogadores, e todas elas tem a cara dos Robot Masters dos outros jogos de Mega Man do NES e do Gameboy, além de ter o Eddie, Proto Man e Reggae, o passáro problemático de Wily que faz sua estreia nesse jogo. Há também um espaço que pode transformar os jogadores em Robot Masters, podendo utilizar alguns comandos especiais, mas não podendo usar os comandos básicos enquanto isso.


E é isso, Wily & Right's Rockboard: That's Paradise se resume a um Monopy wannabe que se torna extremamente maçante e sem dar algum motivo para ser rejogado. Se quiser conhecer, vá em frente, mas não espere algo incrível com isso.

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