sábado, 10 de agosto de 2013

Prince of Persia



Olha que capa foda, por que os americanos eram tão mongos em criá-las?

Jordan Mechner, criador do “Prince of Persia” e de “Karateca”, com saco cheio, libera pra outras desenvolvedoras terceirizarem seu trabalho em tudo quanto é plataforma. Quase todas deixaram a parada igual, modificando um detalhe ou outro na apresentação e tals. 

A Konami distribuiu um port totalmente refeito do jogo, desenvolvido pela discreta Asys Software Inc., que chegou a contratar o artista Takahiro Matsuo, popular por ter contribuído para a franquia “Final Fantasy”. Se o game tradicional era evitado por boa parte do público, este “PoP” evoluiu para uma espécie de simulador atlético do Hamas. Destrinchando as opções principais do menu inicial, nós temos de extra um modo de time attack, e um menu pra ir alterando os conformes. De resto é o password gigante + game start


O tempo dobrou para 120 minutos, junto das fases. Até as clássicas receberam diversas modificações, bem legais eu diria. Incluíram no pacote alguns chefes ruins de matar. Pra quem saiu do sepulcro e não conhece o jogo, a premissa é simples: tu foi jogado na masmorra e precisa resgatar a princesa na qual você tinha um caso, mas dentro de uma hora ela irá se casar com o Jafar, pois o sultão foi pra ONU discursar contra Israel. 


Da masmorra, você necessita atravessar em tempo real todas as fases em forma de andares, tudo dentro do horário de uma hora. Os cenários são quebra cabeças escondendo alçapões, mecanismos, armadilhas e os próprios guardas vigiando todo o palácio. O pulo e a corrida são bem controlados, não pode sair fazendo estripulias, senão morre. Outras miudezas originais é a habilidade de agarrar beiradas para ir escalando ou descendo sem precisar despencar vários andares. Tem também como andar em passadas curtas, evita armadilhas e presta nas partes estreitas da masmorra.


Nas andanças, você encontra uma espada e frascos que te curam, envenenam ou ampliam sua vitalidade. É inevitável esbarrar com os guardas e aí rolam combates com cimitarras. Também não tem como ficar vacilando nos golpes, precisa recuar, bloquear ou avançar. A melhor tática é recuar no exato momento em que o guarda se aproxima pra estocá-lo, ou pô-lo contra a parede enquanto sai espetando sem parar. Alguns leem a sua mente e por isso parte das táticas se tornam vãs. 


As armadilhas podem ser espetos que, andando devagarzinho, são atravessados sem que haja morte. O resto seriam guilhotinas, fogo, portões se fechando, chão falso, as próprias fases vertiginosas podem fazer você se estatelar e morrer. Como dito bem no começo, o jogo vai se revelando um pesadelo, muitos truques e quebra cabeças foram projetados para lhe fazer repetir inúmeras vezes o meio certo e em menos tempo, não se iguala as outras plataformas, principalmente pelos saltos vacilantes e porque nem sempre você conseguirá agarrar as beiradas. 


A insanidade é tamanha que o PoP, na fase que precede ao vulcão, é obrigado a cair de maneira adequada no buraco, caso contrário, ele será consumido pela lava. Outra insanidade formidável é uma projeção do próprio, que pelo que tudo indica seria necessário enfrentá-lo, mas aí pondo o sabre na bainha e indo a sua direção, a projeção simplesmente desaparece. Eles até incluíram um duelo final contra todos os mestres mais o Jafar, deixando tudo mais satânico. Musicalmente ficam naqueles temas árabes, não incomodam na hora de ficar tentando passar da fase no menor tempo possível, tentando descobrir os atalhos e itens espalhados. 

Talvez integre os jogos mais difíceis do SNES, por isso e pela repaginação do original presta muito fechar o jogo, tentar fazer o menor tempo, guardar o password, repetir o método e assim salvar a princesa.

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