domingo, 18 de agosto de 2013

Robotrek


Bem, não é um jogo que pode ser considerado totalmente desconhecido e/ou esquecido (ainda mais quando descobri que até existe um blog brasileiro sobre esse jogo!!!), mas Robotrek não é um RPG que é citado normalmente por aí, até mesmo se falar de jogos do gênero no SNES em algum site.



Conhecido no Japão como Slapstick (expressão gringa para "comédia pastelão"), é um jogo em que o título já é auto-explicativo, foi feito para tirar sarro do começo ao fim. Comparado com seus "irmãos" de 94 como FF VI e similares, o jogo inteiro é uma baita duma distração gostosa e mais bem-humorada, gráficos coloridos e comédia bem simplória, nada obscuro ou pop demais. Foi desenvolvido pela Quintet (Os Actraisers, Soul BlazerIllusion of Gaia Terranigma) e Ancient (Sonic de Game Gear, Actraiser 2, Streets of Rage 2 Shenmue), enquanto sua distribuidora não é ninguém menos que Enix (óbvio).


A história é uma simples paródia de ficção científica que acontece no planeta Quintenix, onde um grupo criminoso chamado de Hackers tocam o terror em todo o mundo, principalmente em uma pequena cidade chamada Rococo, roubando, destruíndo e causando balbúrdia, sem falar nos andróides em formas de animais bizarros e robôs ajudando nisso tudo. O protagonista (que o próprio jogador nomeia) é filho de um inventor famoso que acabou de se mudar para a cidadezinha e vai se envolver em altas confusões com seus inventos do barulho e enfrentando os bandidões barra pesada de concluírem um plano de outro mundo (como diria nosso saudoso Narrador da Sessão da Tarde). As piadas são bem bobinhas, bem público infantil mesmo (não estou sendo negativo com essa observação, essa era a intenção dos criadores).


Os gráficos são bem coloridos e detalhados, utilizando um estilo "cartunesco" para combinar com a "piada" que é o jogo. A trilha é bem simples e limitada, porém bem animada e gostosa de se ouvir. Já a mecânica em boa parte é a mesma coisa que os demais, com batalha por turnos, menu, utilização de itens, equipamentos, etc. Mas a característica marcante de Robotrek está no fato de que o protagonista não luta em nenhum momento (!!!), mas os robôs que ele inventa, sim.



Em alguns lugares do jogo há laboratórios aonde o protagonista pode inventar robôs por um certo preço, sendo capaz de criar até 3 ajudantes mecânicos que não são descartáveis. Além disso, os robôs não pulam de nível, mas o protagonista sim, sendo os pontos de experiência contabilizados com "megas de memória". A cada nível que o protagonista pula, maior será o seu conhecimento para aprender e criar novos equipamentos para os robôs no laboratório, além de que os robôs recebem mais "pontos de programação" para o jogador regular o status de cada um (energia, força, essas coisas). E nesses mesmos laboratórios é possível criar e/ou sintetizar equipamentos para os robôs, como citado acima, além de criar invenções que possibilitam avançar na história e até mesmo completar certas quests bem mixuruquinhas para adquirir itens.


Vale mencionar que nas lutas, os robôs são ativados através de bolas vermelhas e brancas que explodem e revelam as bugigangas lutadoras, o que não duvido que tenha inspirado Pokémon, já que os monstrengos de bolso que participam de rinhas só chegaram ao Game Boy Color em 96, ou seja, dois anos de diferença. E ainda falando das batalhas, há uma váriedade de armas afiadas e de fogo para os robôs se equiparem e usarem, mas também há equipamentos aleatórios para melhorarem seus status nas lutas. Sem falar que é possível programar golpes misturando cada comando de armas, tendo assim resultados diferentes.


Robotrek é um ótimo RPG que merece atenção de qualquer jogador do SNES, é uma histórinha bem gostosa que usa um sistema bem simples, porém criativo, de batalha. Mas não se enganem, pois não deixa de ser difícil perante alguns inimigos e chefes, precisando treinar bastante às vezes e criando equipamentos novos para sobreviver. Enfim, explorem essa aventura cheia de alto-astral e maluquices.
 

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