domingo, 11 de agosto de 2013

The Magical Land of Wozz



The Magical Land of Wozz (Chou Mahou Tairiku Wozz no Japão) é mais um RPG comum que nunca saiu da terra do Godzilla para fazer fortuna na Terra das Oportunidades. Ele foi lançado para o SNES em 1995, o ano em que o console fechou com chave de ouro seus últimos lançamentos importantes de RPGs com Chrono Trigger e começou a transferir seus esforços para o novo sucesso que vinha pela frente, o N64 (apesar do SNES ter continuado na ativa até 2003, esse nunca mais produziu jogos "de nome"  após 1996, sendo Donkey Kong Country 3 aquele que pregou o caixão).

Sua desenvolvedora foi a Red Company (atualmente Red Entertainment), empresa cujos jogos mais famosos são Gungrave no qual desenvolveu, Gungrave: Overdose no qual distribuiu, Sakura Wars que também desenvolveu e finalmente Fire Emblem: Awakening, o grande sucesso do 3DS deste ano no qual fez parceria com a Intelligent Systems em seu desenvolvimento. Só para fechar o assunto, quem lembrar dessa empresa (se lembrar) sabe que é a do "peixe-gato", a distribuidora é a Bullet Proof Software (BPS).


A histórinha é como se fosse "Caverna do Dragão", com três jovens do mundo real chamados Shot, Leona e Chun (um americano, uma japonesa e um chinês respectivamente) sendo teletransportados para o mundo de Wozz, aonde somente a magia impera. Eles foram trazidos para esse mundo pelos poderes de Sullivan (que seria o Mestre dos Magos dessa bagaça), que de imediato já conta como Belam (que poderia ser o Vingador) está causando todo tipo de balbúrdia pelos continentes com o seu novo poder: tecnologia. Sim, Belam invadiu o mundo humano e discretamente trouxe tecnologia de volta para Wozz, sintetizando isso com os conhecimentos mágicos e se tornando extremamente poderoso. Daí em diante, a missão dos jovens guerreiros passa a ser ajudar as pessoas de todos os continentes contra a ameaça de Belam e seus capangas como maneira de voltar para a casa.


Desse ponto em diante, o desenrolar da história se baseia nisso, sem nenhum acontecimento impactante ou revelação importante, salvo bem no final do jogo. Os personagens interagem de maneira bem básica entre si, tanto protagonistas quanto secundários. Claro que não vou cobrar histórias mirabolantes de um jogo, até mesmo de um RPG, pois o mais importante é a jogabilidade e a diversão, mas qual é?! É um mundo mágico cheio de raças diferentes e lugares estranhos, sem falar que os protagonistas são desconhecidos uns aos outros no início, podendo desenvolver  melhor a relação de amizade entre eles e tornando mais claro o crescimento deles na história, ainda mais quando se foca nisso perto do final. Chrono Trigger se tornou extremamente famoso porque não só era um RPG de jogabilidade incrível, gráficos e músicas boas, mas também pela história interessante e desenvolvimento dos personagens; Wozz tem esse potêncial, mas não usa direito. Mas a história em si não é ruim, ela apenas foi direta demais ao ponto.


Sobre os gráficos, eles são bem feitos e bonitos, especialmente no mapa aonde tudo é bem detalhadinho e colorido. Por mim, eu preferia que tivessem aproveitado essas qualidades para darem mais capricho as localizações do jogo, torná-los muito mais originais, porém o que tem já é o bastante. Uma torre que no mapa parece ter a forma de uma "geladeira", um palácio similar a uma "pirâmide asteca", a cidade inicial que tem aquele tema medieval, porém todo florido e com telhados na forma de "cascos" de tartaruga. A música é bem básica, só supre o mínimo para o jogo, o que é uma pena, pois praticamente quase todas as cidades tem a mesma música, como também em quase todos as áreas com monstros.



Já na jogabilidade, não se difere muito dos demais RPGs por turnos. Apesar de ser um mundo mágico, dois de seus protagonistas não utilizam magia, sendo o caso de Shot que usa seu arco e flecha com tecnícas relacionadas a isso e Leona que usa uma bazuca. Chun é o único dos três que pode usar magia (como também poderes psíquicos), além de invocar robôs criados por Leona. E nesse caso, há laboratórios em algumas cidades, se não for todas, aonde Leona pode utilizar vários equipamentos e itens para sintetizar em robôs e veículos, mas não se limita só a isso, ela também pode criar e dar upgrade aos equipamentos. Além disso, há um quarto espaço para personagens que podem ser encontrados com o decorrer da história, esses que salvo um ou outro, não tem uma relevância muito forte ao enredo e que podem ser substituídos a qualquer hora ao utilizar uma "cabine de telefone mágica" que existe em várias cidades.



Esse jogo é um bom JRPG que não pode ser ignorado por alguém que decida explorar a biblioteca do gênero no SNES, portanto podem jogar que não há erro, nem choro.

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