sábado, 24 de agosto de 2013

Granada


 Olha que capa foda, só tem arte fera dos jogos desse sistema!

Não é "XGranadaX" ou "GranadaX", o logo é zuado desse jeito mesmo. Jogaço da Wolf Team! Os poucos que se lembram dele imaginam a adaptação do Mega Drive. Não é ruim, porém deve pro Sharp, os dois apresentam sprites pequenos, entretanto, dotados de detalhes, incluíram ceninhas congeladas do mercenário posando a cada round vencido. A primeira versão do Sharp X68000 é mais acabada, camadas a mais, animações extras, inimigos em quantidades maiores, enfim... Temos um tanque futureba estrelando o shoot ‘em up, a história é bem fumada como não devia deixar de ser e pra piorar não casa com o jogo e integra o dispensável primeiro disquete, vamos à baboseira: uma futurística guerra africana eclode pela busca de minérios raros na região de terceiro mundo com nome ridículo “Tobora”, eis que um mercenário encontra o avançado e destruidor tanque "Granada" querendo então vencer a guerra sozinho. 

O tanque movimenta-se feito o jipe no arcade “Jackal”, havendo a diferença de poder travar a mira e posição do tanque enquanto anda na direção contrária, acredito ser o primeiro grande obstáculo inicial, quando dominado esse sistema menos mastigado, o jogador obterá bons resultados. Um pequeno segredo fica a cargo do mega canhão ativado apertando rapidamente os dois comandos de ação, destrói boa parte do que estiver na sua frente e ainda recua o tanque, seja coerente em seu uso, o tiro é interrompido com qualquer avaria no veículo. 

Destrua todos os inimigos específicos no radar enquanto tenta desbravar os cenários labirínticos contendo armadilhas, upgrades quando não os becos sem saída. A maior crueldade seria o tempo cortando a chance de tentar explorar os 9 estágios diferenciados uns dos outros, incluindo os inimigos marcados para serem destruídos, além de que incluíram os chefes como número 1 mesmo ficando sem aparecer no radar. 

Os chefes morrem por estratégias características, alguns ficam vulneráveis apenas no momento que abrem a escotilha do raio mortal, ainda bem que morrem fácil e o jogador conta com boa quantidade de vidas mais continues.

Outro destaque seria a trilha sonora, naquele otimismo insano de querer explodir tudo, uma lembra os riffs do “Deep Purple”, pena elas durarem pouco tempo antes do loop musical. Os encarregados dela seguiram carreira compondo pra uma porrada de games, toma o nome dos caras: Yasunori Shiono , Motoi Sakuraba e Masaaki Uno

É raro haver muitos shooters saindo do ciclo eterno das típicas navinhas de plástico, ainda mais jogabilidade de maior exigência ao desafiante, carrega a aura do fliperama e é uma boa opção praqueles cansados dos poucos desafios atuais nos videogames, ótimo exemplo deste super computador esquecido nesse lado lambisgoia do planeta.

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