quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Exile: Wicked Phenomenon a.k.a. Exile II: Janen no Jishou




Que merda foi essa que a Working Designs fez? Tornou o jogo impossível! Ah, por favor! Não ficarei jogando às cegas em japonês feito otaku bunda mole. O que tinham que se meter na porra da programação? Porra, cara, enquanto estavam traduzindo as paradas sem muita restrição, tipo renomear de modo singelo os nomes das drogas e elementos religiosos estava divino como falam os apuradores de joguinhos lá da UOL e demais veículos do “retrogayming”. Aí foram imitar a mané da divisão estadunidense da Konami metendo o bedelho na dificuldade e pronto, meus 180 contos gastos na época comprando pela Direct Shopping foram pro saco, até no ápice do plano real foi vergonhoso comprar esta bomba. 



O que evoluiu perante o antecessor? Não muita coisa. Ênfase na matança do folclore hindu/budista e finalmente encafifaram de por disponíveis os companheiros todos do Sadler, nosso messias exterminador de religiões periféricas, todos mais patéticos que este, mas vamos às suas descrições: Rumi, a árabe considerada vulgar ante as normas árabes ataca à longa distância usando faquinhas, faquinhas contra semi deuses e bestas do imaginário asiático; Kindi apelidado de Quindim, um bucha bom pra descer sarrafo, no entanto pesado feito mula e abnega indumentárias protetoras, frisando as suas vestimentas japonesas e óculos escuros. E enfim, Frakhile ou algo assim, um arcano com as magias mais decepcionantes já pensadas. 



Nossa versão americana está totalmente escrota, bugs congelam por segundos teu controle, o personagem não morre nos espinhos, quase acredito em Sadler ser melhor que Jesus, pois este atravessa espinhos sem perder energia! ESPINHOS!!!1111!2212! Tudo isso decai frente ao primeiro chefe. As almas penadas evocadas tiram enfadonhos danos dos seus pontos vitais. Agora imagina o chefe tirando dano pra caralho e chamando a toda hora mais almas penadas? 



Os itens recebem nomes de drogas, pra piorar elas captam o pior de seus efeitos no nosso mundo, não pode comprar demais ou usá-las em excesso porque MORRE DE OVERDOSE!!! O único jeito então é treinar até o máximo nível 17, pra bem mais a frente morrer numa masmorra ainda longe de ser o calabouço faltante. Nem jogando com um cristão cruzado de machado disponível mais pra metade da partida tu vai vencer. E é isso, Wicked Phenomenon é frustração, não importa o quanto seja engenhoso fugindo dos inimigos, das magias, sempre será afetado e sua dificuldade nasce da incompetência. Se manja de japonês, jogue o XZR do MSX, porque esta versão soa mais absurda e é capaz de encontrar mais porralouquices que as possíveis censuras ocidentais. 



Ah, o Shoko Asahara aprova este review, inclusive pede para que jogue gás mostarda no sistema de ventilação de uma estação de metrô.

OBS: Por favor, não façam isso, eu estou numa dessas estações de metrô voltando do meu emprego. Sobrevivendo às mutações do gás mostarda é bem provável (como qualquer pessoa desesperada portando problemas terminais) tentar resolver na mesma moeda. Então, não use este artigo para justificar a sua cruzada pseudo religiosa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário