domingo, 29 de setembro de 2013

Power Stone 2



Outro game do saudoso Dreamcast, diferente do Saturn, esta sim foi uma killer machine. Jogos muito criativos, talvez o ápice da Sega e de outras companhias que minguaram sua inventividade. Ele apresentava excelentes conversões dos arcades, incluindo coisas das exigentes placas Naomi, MVS e CPS3, pra não dizer o suporte pras partidas online. Beleza que existiu serviços online em videogames anteriores a ele, mas eram muito obscuros e mais limitados. Agora eu te pergunto, pra onde partiram todos esses clássicos que o Dreamcast possuía? Acho que foram todos atirados ao léu... Com o tempo, alguns foram portados pro Game Cube, PS2, PC, mas sem grandes ideias futuras pra eles. Um exemplo de jogo cult, porém desmerecidamente pouco falado é Power Stone 2, cagado e andado pela Capcom. A sem vergonha nunca mais deu espaço pra franquia continuar, lançou somente um pack canastrão dos únicos dois títulos  pro PSP.

Digo que Power Stone chuta a bunda e os colhões da franquia Super Smash Bros. Ficam falando das lutas caóticas engraçadas, maior nivelamento nos personagens permitindo um zé ruela vencer um viciado em arcades de luta, personagens mais bonachões, bláblábláblá... Joga Power Stone então pra ver se não mudará de ideia, vou apenas passar um pequeno esboço do que esse jogo faz. Ainda bem que a comunidade dreamcastiana até hoje produz material e mantém servidores alternativos pra eu poder jogar tudo isso. Tirando o PC que me concede essas distrações, chego do trampo cansado, limpo meus troféus de caça, armas e ainda vou ter que ficar me revirando pra jogar Wii


Vamos logo pra análise:


Escolhi falar do 2 porque é mais atualizado (mais personagens, arenas mais loucas e outras adições esquecidas). 12 personagens disponíveis + 2 clones. Eles remetem o visual de estereótipos históricos (aviador, samurai, caubói, odalisca, ninja fêmea, índio) e suas diferenças são pelo óbvio porte físico. Os mais fortões têm saltos modestos, combos reduzidos, porém quando acertam alguém, mandam pra longe retirando seus itens e as cobiçadas pedras do poder. Os mais leves podem fazer piruetas, correm mais, golpes em maior quantidade, em contrapartida falham em medir catiripapos com gente fortona ou equilibrada.

Você se locomove por arenas 3D, permitindo grande liberdade na hora de escapar da bagunça. Pula, permitindo atacar no ar e jogar alguém no alto (não lembro direito disso), pode agarrar oponentes e fazê-los de gato e sapato. O ataque comum, geralmente uma sequência de pancadas, e ainda fatura os itens despejados pelas arcas espalhadas nas arenas. Entre a bonança dos tesouros encontram-se as Power Stones, coletando 3, você vira uma criatura fodona, seus ataques potencializam e concedem 2 especiais - um mais fraco usado até 4 vezes e o mais foderosão custando o dobro da energia, depois você perde as gemas, o mesmo vale tomando o cachação de alguém enquanto tenta apanhá-las. 


Os melhores são o Fokker, Wang Tang e Ryoma, mas há outros mais bizarrões tipo a múmia inspirada no Jack, o Estripador, cumprindo sua quota de lutador bizarro.

As arenas não são meras tampas de caixa de sapato, vão forçando interação entre os personagens, há armas, obstáculos e transições para outros pedaços dela. Ressalto uma arena iniciada num avião que entra em colapso e os jogadores no ar precisam trocar socos pra ver quem pega os guarda chuvas, caindo num templo voador lembrando demais aqueles filmes do Hayao Miyazaki. Outras seriam a de submarinos submergindo e o lutador correndo pra geleira mais próxima; Castelo japonês em chamas que depois tu entra nele e por fim um templo asteca no qual é preciso escapar da clássica pedra rolante chegando na câmara mortuária do lugar. 


A estrutura segue assim: Duas lutas, sub chefe, outra luta e o chefão. Os modos em destaque na tela titular em pouca coisa mudam, a não ser a quantidade de oponentes na arena. Modo história para angariar moedas cambiadas para obter arenas e personagens novos, multiplayer e regulagem de detalhes convencionais nos jogos de luta.


Como não sou babacão, direi os podres do jogo agora: ele é curto; as vezes confuso; os novos personagens não trazem deslumbre para escolhê-los; os bloqueados são clones da moça de sombrinha e do aviador; poucas arenas e o locutor chega a encher o saco, tipo no Street Fighter Alpha 3 falando sempre a mesma coisa. Detalhes bobos, porque é um claro exemplo de franquia renegada pela Crapcão, que agora só tem olhos pra continuações porcas de RE. Podiam chamar o Rob Zombie pra criar o enredo do 7 e enterrar de vez. Ou então só querem saber do Monster Hunter. Power Stone seria divertidíssimo se aproveitado para o uso das tecnologias atuais, mas fazer o que, não sou eu o filho da puta com o dinheiro pra mandar e desmandar... Esqueçam aquele anime cabuloso do primeiro jogo.

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