domingo, 29 de setembro de 2013

Pokémon Green Version



AAAAaaaaeeeewww! O centésimo post da Cucamonga! A maldição estará terminada!

Falar dessa praga que ultrapassou a anterior dos Tamagochis. Afinal você poderia pôr os bichos pra lutarem até se estatelarem no chão. Matar não... Só espancar até desmaiar. Faz isso aí com os teus cachorros e gatos e vê o processo que leva. A outra vantagem é não limpar merda. Uma coisa ótima. Assim seu pai não limparia a bosta, evitando que te enchesse o saco. Bem, esse jogo feio pra atualidade e de sonoridade tosca, usando um hardware mais humilde que um NES e todo monocromático, conseguiu segurar as vendagens do Nintendo 64, uma máquina com alguns jogos legais, porém sem tanto apelo quanto um Saturn ou Play 1. Fez a Sony ter uma enxaqueca fudida, tendo que confiar nos genéricos pro seu sistema como Monster Ranch, e até mesmo terminou de jogar terra na cova do Dreamcast. Um mero RPG 8 bits pôde fazer tudo isso. 



Mas eu estaria sendo hipócrita, o jogo era legal com todas as suas limitações, pensou em meios que ultrapassassem a jogatina comum deixando-o interminável, enquanto tivesse alguém com um desses, haveria serventia. Também é um típico exemplo de exploração infantil, porque concebiam trocentas versões e necessidades de cópula entre os aparelhos, era um artigo tão desejado que já pôs o Laranjinha/Acerola daquele seriado Cidade dos Homens numa fria.

Mudam a pose mas continuam feios, não é mesmo?

As primeiras versões ainda salvavam porque eram mais levadas pro pensamento oriental, mas quando quiseram trazer os jogos pro ocidente, já viram a merda que deu! Evangélicos querendo a grana que seria gasta pras crianças e políticos vagabundos, acusavam o jogo de suplantar o conceito das rinhas de galo somado ao satanismo velado. O próprio criador era meio doido, imaginava os insetos lutando entre os frascos de vidro, mas porra, na Ásia é comum colocarem besouros e louva-a-deus pra brigarem até morrerem. 

Outros casos pitorescos parasitando o sucesso da franquia: O paranormal, Edgar Cayce reclamando de seu nome batizar o Abra no Japão; Jinx ser mudada para roxo pela estética black face;  Terminando a deixa com aquele ataque epilético coletivo no Japão por causa do episódio do Porygon.  Hoje, a ocidentalização removeu o nonsense oriental,  criaturas antes inspiradas em seres mitológicos do Japão ou piadas fiando-se nas barreiras regionais, foram dando espaço pra poodles atômicos e mascotes saídos de algum coquetel sobre arte moderna.




NÃO ASSISTA SE FOR EPILÉTICO, DOIDO!!! QUER MORRER?!


O que muita gente esqueceu é que lá no arquipélago zombeteiro houveram as versões Red e GREEN. A Green, pelo que parece, apenas mudava os sprites dos bichos, permanecendo a mesma feiura gráfica que era ofertada na época. Mais itens nas lojas segundo o que eu pesquei na net e acesso a alguns bichos coletáveis em ambiente selvagem sem precisar falar com um NPC específico. Mas aí, como um bicho esquisitoso feito um dinossauro com uma alface no dorso não traria o mesmo apelo, criam a internacional Blue misturando pequenezas da Red com a Green

Graças ao Satã, algum grupo de tradução, que suspeito ser de lá mesmo, faz a boa vontade de praticar inglês traduzindo de modo escroto os textos. Vemos coisas como "Prof. Aochider", o malandro falando Paly no lugar da gíria pra camarada "pal", frases quebradas, espaçamentos absurdos no texto, é isso, confiram a jornada maníaca desse desocupado desbravando a versão Green. As três versões são trocadilho com o formato RGB? Estou paranóico com isso, afinal a Game Freaks não era nada na época, Pulseman e só.


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