sábado, 21 de setembro de 2013

46 Okunen Monogatari: The Shinka Ron



Papai de EVO: Search for Eden (esse que por sua vez foi lançado para o SNES em 1992-93), 46 Okunen Monogatari: The Shinka Ron (algo como "História de 4.6 Bilhões de Anos: A Teoria da Evolução) é um joguinho maroto de RPG desenvolvido pela finada Almanac e distribuído pela Enix em 1990, uma época que ainda não estava "junto e misturado" com a Squaresoft fazendo cagadas colossais e desgastando ambos Final Fantasy e Dragon Quest, como se não tivessem demais séries em suas posses que pudessem aproveitar.

Essa versão de EVO lançada para o PC-98 praticamente foi um dos primeiros (se não foi o primeiro, já que há tantas velharias inovadoras residentes no limbo da jogatina que não posso dizer na certeza) que explorou um conceito legal de jogo: "e se você fosse um organismo primitivo que evolui durante as eras, sendo seus inimigos as demais criaturas e a própria natureza?". Dito e feito, chamaram vários professores para guiar os programadores a criar todo um ambiente próximo daquele mundo de eras atrás, apesar da premissa de fazer algo um pouco fora dos eixos históricos.


Praticamente a história desse EVO é similar a da versão do SNES, no qual você é mais uma das criaturas que pretendem sobreviver a natureza e o tempo, sendo guiado pela deusa Gaia até adquirir o direito de ser considerado a criatura mais avançada da Terra e então catar a ninfeta onipotente. A diferença entre "pai" e "filho" nesse enredo todo é que EVO do PC-98 já desenvolve uma historinha mais elaborada, exigindo mais exploração e conversas. Já a versão do SNES tomou um caminho mais sucinto, só se focando em passar pelas eras.


A tela é composta de três quadros de visão, um pelo qual você movimenta sua criatura e vai interagindo com os personagens e inimigos, outra para o mapa da era em que está e o último mostra a forma em que sua criatura está no momento. É possível acessar um menu em que se pode usar as habilidades da criatura, além de ativar um "painel genético" em que o jogador utiliza os "ponto de evolução" adquiridos em lutas ou em exploração. São quatro características em que é possível investir seus pontos, com as quantidades entre elas podendo causar evoluções em sua criatura, aumentando assim suas qualidades.


As lutas contra as demais criaturas são regidas por turnos, diferente de seu sucessor que adotou a batalha em tempo real característica nos action RPGs. Essas lutas auxiliam a adquirir mais "pontos de evolução", porém não são tão necessárias quanto no jogo seguinte, já que é mais benevolente em espalhar bolas de energia com quantidades específicas de pontos.

Os gráficos são razoáveis para a época, se destacando dos demais na hora das imagens, aonde apresenta detalhamento estupendo. As músicas lembram bastante Dragon Quest, mas também o compositor desse jogo foi o dinossáurico Koichi Sugiyama, velhinho que até hoje é posto para trabalhar nas milhares de versões de DQ.


Se tem culhões para enfrentar a língua nipônica, jogue essa versão de EVO, garantimos que é até mais interessante que a versão do SNES e, vamos dizer, um pouco mais "séria" do que a outra no conceito que trabalha.


OBS: Lançaram tradução do jogo validando ainda mais o motivo de ter o review.
Link: http://www.romhacking.net/news/1822/

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