domingo, 29 de setembro de 2013

Flame Zapper Kotsujin




Quem te falou sobre jogos independentes terem eclodido no Flash e seu reconhecimento só aconteceu nos últimos anos? Esse paralelo MENOS comercial existia desde que o mundo é mundo, acho que só perde em idade pra prostituição. O meio indie em qualquer ramo sempre será um vômito contendo uma jóia ou outra no meio da sujeirada, e o PC-98 fora uma das máquinas mais consagradas no âmbito de produção caseira, seja as toneladas de novelas gráficas descambando pro pornozão ou então os shooters, a franquia de navinha psicótica Touhou veio desse dilema, mas hoje tenho um espécime de melhor qualidade, não menos zuado que este. 


Flame Zapper Kotsujin afasta-se longe da genialidade, prevalecendo clichês de clássicos como Aleste, Raiden, Star Soldier e 1943. O caça espacial abatendo naves inimigas coleta pontuação e upgrades de cores distintas todos mudando o método do tiro, aumentando seu poderio como não podia deixar de ser através da aniquilação, ressalto as bombas limitadas formando expressões de caveiras.




Os cenários abrigam os traumas do pensamento coletivo japonês quanto à segunda guerra mundial mitigando a parada, o pacífico cheio de navios de guerra, adaptam-se a naves de visual parecido que nem em Space Battleship Yamato e o espaço em si rouba o lugar dos oceanos, pro nosso agrado o visual não fica apenas naquele fundo escuro pixelado de estrelas como em produções mais preguiçosas, sua nave também sobrevoa estações espaciais e espaçonaves faraônica dando a estética ao lugar. 



Quanto a estrutura, sempre pela metade rola um típico mecha no papel de sub chefe dando vaga pra segunda metade mais aterradora na hora de fugir dos tiros, é preciso salientar como um dos jogos que inaugurou a subcategoria de shooter doente, cheio daquelas bolinhas piscantes formando fogos de artifícios maníacos para desvencilhar, jogando na configuração padrão não diz nada, tente só por na dificuldade "Mania" que é de chorar pelo seu cérebro não impulsionar reflexos suficientes, porque pra mim é o importante, não quero fechar outro shooter padrão, quero enfrentar algo louco assim. 




Doujin\indie game bem acabado, munido de sonoridade e cenários legais, mostra-nos junto disso o grau frustrado dos programadores japas em tentar trazer parte da sua angústia pela expressão de ódio dos seus consumidores sem meios de fechar algo regulado no modo psycho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário