quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Rusty




Tava afim de falar sobre Super Castlevania IV, mas aqui é a Cucamonga Games, a bancarrota dos jogos, o labo B, após esse critério e incessantes ameaças de morte exigindo resenhas de algo jogável do PC-98 e deixando as putarias mais doentes de lado, tiro de seu baú este clone do Castlevania que toma muitas liberdades.

De igual temos o chicote como arma central, aros que prendem o chicote para atravessar fossos, fases divididas por portas, o modus operandi de boa parte dos inimigos, mapinha mostrando sua andança rumo ao castelo maligno, tirando outras miudezas tipo aquela cutscene clássica de Castlevania quando o Simon cai num fosso absurdo antes de iniciar a fase da gruta (como não morreu eu até hoje me pergunto). Pronto, vamos pras novidades...


Aqui temos uma heroína usando chicote, praticamente a tiazinha, não se discute sobre ser melhor uma dominatrix chicoteando assombrações do que um integrante do Manowar. O chicote não evolui, muito menos age da maneira livre como em SCIV, o adicional se restringe a chibatada pra cima, isso quando a piranha permanece no chão. O movimento mais notável estaria na habilidade de correr, infelizmente a altura do pulo não aumenta fazendo isso, somente presta para tomar distâncias maiores. Suas armas especiais seria um raio mágico, invencibilidade, um falcão e controle do tempo. 


Todos os itens e sub armas são conseguidos destruindo estátuas ora na tua frente, ora escondidas, necessitando fazer o macetinho de ficar abaixado. Os itens ampliam o tempo, curam, dão pontuação e por fim as chaves. Cabe dizer que Rusty puxa a mecânica de Vampirekiller do MSX, que diferente da versão linear no NES, exigia do jogador encontrar chaves escondidas nos lugares mais sacanas e só assim era possível seguir adiante, ah, e temos as cordas herdadas dos Castlevanias para o Game Boy. As chaves se diferenciam copiando naipes do baralho, e só contribuem a favor dos cenários labirínticos. A obtenção de chaves a mais o levam aos lugares mais secretos criando um atraso bem maior na hora de concluir o estágio, as vezes recompensando com vidas, tempo extra, armas secundárias, resumindo, esqueça! 


As fases são mais sacaneadas que a sua franquia inspiradora, herda mais o lado japa psicótico em querer dificultar tudo, somado ao desespero em reunir as chaves, há bem mais tipos de armadilhas e os inimigos não recuam após os ataques, situação que força o jogador a sempre planejar um passo mais a frente. Os chefes mostram-se criativos, alguns ficaram ridículos para matar enquanto outros necessitam de atenção. Depois de dizimado, não só pinta aquele rubi do Castlevania, mas a tiracolo surge do céu uma das mulheres raptadas do vilarejo vítima dos satanistas do jogo. Depois pra recompensar, eis um desenho bronhento ilustrando a tela enquanto um som digitalizado tosco tenta dizer “stage clear”, a própria “Rusty”  (se não é Rusty, ficará sendo), parece nome de puta, mas aí teria que ser pelo menos ruiva, voltando ao raciocínio, ela faz várias caras de orgasmo ou que tá dando, prestem bem atenção nas cutscenes.



Rapaz, ótimo Castlevania alternativo&hardcore, qualidade visual boa, musica de respeito... Comparado ao restante no PC-98, ele seria um dos títulos mais castos e seu gênero é raro no sistema, nem venha de chorumelas sobre os personagens terem traço hentai, não defendem o safado do Kojima sobre querer por uma guerrilheira seminua em Metal Gear Solid 5? Então foda-se!      

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