sábado, 21 de setembro de 2013

Hotline Miami



Tá bom, é atual, e daí? Essa bosta aqui é pra falar das obscuridades ou maluquices também. Hotline Miami por ser considerado “indie” custa a ser abordado, principalmente no Brasil, queres o quê? É um arcade fudidão, outro fator é a fissura nas historinhas do que outra coisa, apesar de sucinto, traz forte ambientação unida a emblemáticos personagens sem informações claras, assim você pira sozinho ou enquanto puxa uma carreira com os seus colegas da faculdade. 

Pense nas edições pré-históricas da série GTA flertando com Vice City. A questão é a piração ir mais longe, os chavões bebidos pela Rockstar como Scarface e Miami Vice se encontram somados com as avarias mentais do personagem principal, lembrando as doidices do David Lynch. Controlamos um matador de aluguel usando máscaras de animais, que enxerga contrapartes da sua cachola vestindo-as também, para reforçar a época, temos interfaces de cores saturadas, néons e filtros puxando a qualidade tosca dos vhs. 



A sua jornada subdivide-se em missões, sempre começando no teu muquifo (gradativamente mais zoneado por culpa da sua mente caótica), recebe ligações com pedidos disfarçados informando o local da “limpeza”, saíndo do prédio de DeLorean e partindo então pro começo da jogatina.

O controle é o seguinte: W,A,S,D servindo como direcional, espaço para finalizar de modo sangrento o inimigo nocauteado tipo aquela cena do elevador no filme Drive, o espaço é usado também para usar os capangas de escudo humano. O botão esquerdo do mouse golpeia/atira, o direito cuida dos arremessos e aquela rodinha entre os botões expande o campo de visão. 

Antes de iniciar as matanças no prédio, deve escolher uma máscara animal. Elas apresentam utilidades típicas, uma avista itens escondidos, outra melhora o manejo com armas brancas, munição extra, força, agilidade e assim vai. 


Toda fase tu começa de mãos limpas, lhe exigindo uma abordagem diferente, às vezes é entrando no sapatinho, outras é arremessar um objeto para pegar a arma do primeiro inimigo ou atordoá-lo bastando empurrar a porta nele. Não há energia nessa porra, errou morreu, terá que repetir o processo inúmeras vezes até passar, são 20 e poucas fases. Os bandidos usam todo o tipo de armas, tacos de golfe, bastões, facas, revólveres, escopetas, metralhadoras e lembrando, todos eles agem de forma rápida, esteja avisado.


Apesar das etapas serem praticamente iguais, sortiram objetivos diferentes pra quebrar o ar maçante (fuga do hospital, intrusão no departamento de polícia). Os chefes são poucos, mas bem feitos, às vezes pinta um carro do nada recheado de matadores outras vezes é outro assassino contratado pra enfrentá-lo num ringue de patinação (disponível depois), fora o final Kill Bill.

Após dezenas de tentativas torpes, você consegue passar, vem a contabilização de tudo que foi realizado vindo o rank, esse rank é um dos determinantes para obter boa parte das máscaras. No epílogo das missões você passa em restaurantes ligados a sua atividade criminal.


As músicas são um dos fatores que somada à estética tentam reaproximar a pessoa daquela época, revisitando trabalhos como os de Jan Hammer, Vangelis e o grupo Tangerine Dream, grandes adeptos dos sintetizadores, até dub puxando o trabalho do Mad Professor tem.

E depois, faço o que da vida? Calma que ainda é possível tirar uma curtição extra, a obtenção das demais máscaras, boa parte habilitada cumprindo obrigações próprias. 


E é isso, jogue este game... Cucamongo, atenção pro 2 que nem sei se já lançaram, fui!

Nenhum comentário:

Postar um comentário