quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Treasure Hunter G



O que posso dizer de Treasure Hunter G? É só mais um daqueles JRPGs que sairam em 96, quando mais nenhum otário riquinho criado a leite com pêra ou os caxias da moda com uma banana no bolso queriam mais ver um SNES em sua frente, que o esquema agora era o 3D do N64 ou da Sony, fora os trambolhos da Sega que sempre morriam no meio do caminho. Acabou ficando entre os japas mesmos, mas mesmo lá quando esses jogos escavados do limbo ganhavam fama na época entre eles, acabavam esquecidos no dia seguinte, salvo se algum figurão da industria cita por questões de saudosismo furado.

Como não estou aqui para ficar de baboseiras sobre porquê jogos foram pregados no caixão ou não, vamos direto ao assunto. É um tactical rpg bem do mulamba, cuja jogatina pela história até o último chefe é curtíssima, porém tortuosa. Foi praticamente o "último jogo" da Square que a Nintendo veria em seus produtos até quebrarem o gelo no Gameboy Advance.


A história praticamente é sobre segredos não explorados e aventureiros, sendo os protagonistas dois irmãos que foram deixados aos cuidados do avô pelo pai, aquele tipo de pai que os japas sempre adoram ver em jogos e histórinhas que larga a cria toda nas mãos de qualquer um que for possível e que é famosão entre todos os personagens. Red-G e Blue-G (qualquer semelhança com Pokémon é mera coincidência... ou não...) viajam com uma garota misteriosa chamada Rain e seu macaco Ponga para impedir que o vilãozão Dark King encontrar artefatos antigos que são chaves para libertar um cobra-dragão esqueleto gigante chamada Bone Dino debaixo de uma árvore, fazendo alusão ao mito de Jormungandr. Nossa, quanta originalidade e imaginação...


A jogabilidade é uma mistura do RPG comum e do estratégico, pois tem o mapa mundi, as cidades, as dungeons, se pode caminhar por elas livremente, comprar itens e equipamentos para os bonecos e falar com os NPCs. Os inimigos aparecem na tela e, se tocá-los, irá transportar os personagens para um campo aonde ocorrerá a parte estratégica do jogo, aonde tanto os protagonistas quanto os inimigos tem seu certo número de quadrados para andar e o tempo para esperar até seus respectivos turnos. O chato do jogo é ficar caíndo em encontros como em um RPG normal e ficar movimentando seus personagens para ir matar uma só ou até mesmo algumas criaturas, o que se torna muito enfadonho e prejudicial ao costume do jogador, já que esse vai evitar lutas a todo o custo e essas são realmente necessárias, a ponto de se precisar do famigerado grinding. Já não basta terem feito essa mistura de merda entre os sub-gêneros, tiveram que apelar nos monstros?




Os gráficos são muito bons, tentam usar um pouco daquela técnica do design 3D utilizado em Super Mario RPG misturado com o 2D típico, como pode se notar nas texturas mixadas com coloração bonita e designs bem vivos dos locais. A música também é muito boa, foi feita sob medida pelo grupo musical da Squaresoft que naquela época tinham bastante talento.



É um jogo que vale a pena ver e jogar uma vez, mas para rejogar é bem difícil, pois a história só dá pro gasto e essa mistura de tradicional com tático nas batalhas ficou irritante e cansativo, valendo mais pelos bons gráficos e a trilha musical. Só é questão de ter saco para enfrentar ou não.

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