quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Étoile Princess


 

Minha nossa, que jogo meigo, fofuxo XD=/>=|&D, é pra tua filhota aprender a jogar os famigerados e psicóticos videogames? Nope... Essa estética agrada quarentões nipônicos de emoções mistas entre a perversão e paternalismo às pobres criancinhas de toda extensão. Olha, cara, este jogo é um dos mais puxados pro sistema doméstico no computador Sharp, mapinha, seleção de garotinhas tendo suas técnicas restritas, revisitações nos lugares enfim terminados, arquivamento do progresso, essas besteirolas pertinentes ao nicho caseiro.



A ambientação usa a referência de uma literatura europeia, só pros japas dizerem o quão burros americanos são. Pode-se dizer que Étoile mistura conteúdo de Fray com Popful Mail, personagens de aparência minicraques Coca-cola, começando somente em posse de uma ruivinha disparando estrelas de sua varinha de condão. Beirando a conclusão da região, vem um chefão do mais satanista possível, levado pros chistes ocultos daquele arquipélago originário do jogo. Matando o monstro, uma garota desperta dum invólucro espiritual, muitas vezes permitido utilizá-la na escalação do seu trio, preciso dizer sobre elas terem suas restrições e individualidades? 



Os temas das fases seguem os preceitos previstos, vulcão, castelos, masmorras, grutas... Mas vale jogá-lo? Se parece com Fray, por que então tirar tempo pra fechá-lo? Digamos que seja um Fray mais besta, camadas e mais camadas formando efeitos muito interessantes, mais personagens, desafio na medida certa, ouso dizer ser um JRPG vanguarda, ora, por que chamá-lo de action RPG ou shooter? Ele carrega todas as firulas do JRPG contendo interação e posse de bola maior pro jogador do que torná-lo uma figura menor nas decisões do jogo, pois convenhamos, nos JRPGs quase não se faz nada a não ser atitudes mecânicas beirando a retardice, não há sabedoria em matar 20 monstros iguais, sabedoria é achar os mistérios de um lugarejo, a manha e ritmo certo para abater um oponente do jogo. Preciso continuar a avacalhação? 



Não só é único no Sharp X68000, como são no total 1 disquete pra salvar e 2 contendo as fases, personagens a rodo, chefes viajados, temas criativos, ao meu ver o único pormenor fica na questão de profundidade entre as camadas, as vezes um piso parece mais próximo ou afastado, no mais é sem desculpa, a trilha sonora cumpre bem a sua função, rola uma harmonia entre a fase sem soar ridículo ou sério demais, porque Étoile Princess é isso, descontração entre tantos outros títulos parecendo ou vindos dos arcades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário