domingo, 27 de outubro de 2013

Touhai Densetsu Akagi: Yami ni Maiorita Tensai



Aew, mais um jogo de maujongu para vocês da audiência Cucamonga. Dessa vez falaremos de Touhai Densetsu Akagi: Yami ni Maiorita Tensai, uma jogatina marota que foi lançada em 2006, quando o Gameboy Advance bateu as botas lá no Japão e deu lugar ao Nintendo DS, além de ter sido o ano em que esse anime terminou.

Esse anime que deu nome ao jogo vem de um mangá feito por um japonês lelé da cuca que adora jogatinas, explorar o psicológico das pessoas, farofar no melhor estilo possível e dizer que somos uns merdas no meio de uma sociedade pregadora do capitalismo selvagem. A história gira em torno de Akagi, um moleque prodígio apático da década de 60 com tendências suicidas que só consegue aproveitar a vida quando faz doideiras como participar de rachas em precipícios, jogar roleta russa com cegos, apostar o braço em jogos de dados e perder sangue em partidas de mahjong para um velho maluco que pensa ser um deus capiroto enviado por Buda destinado a enterrar e crucificar todo mundo.


Enfim, sobre o jogo em si, ele é mais um daqueles videogames de mahjong simples e um daqueles que automaticamente mostra os comandos de jogo quando sua mão tá no caminho certo ou errado. Para aqueles que já sabem (ou não sabem), o mahjong é disputado normalmente com quatro pessoas, cada uma montando suas mãos com as várias peças que o jogo oferece, tentando montar a maior combinação e assim arrancar dinheiro dos outros. As vezes é jogado até mesmo em duplas, mesmo tirando pontos até do colega, similar à alguns jogos de cartas.


Como já mencionado, é mostrado nas partidas os comandos para dar "Riichi", "Pon", "Chi", "Kan", entre outras declarações malucas do mahjong quando sua mão tem peças satisfatórias, além de te apontar as peças que você (felizmente ou não) não pode descartar porque daria a chance do adversário declarar a vitória, o "Ron".


Graficamente é muito do simples, apesar de ter um ponto positivo de conseguir animar algumas cenas do anime, ainda que a qualidade seja porca por ser o GBA. A trilha também não é um ponto forte, são músicas de fundo bem mequetrefes tentando passar tema um pouco obscuro, visto o conteúdo da história que é sobre yakuzas. Há alguns extrinhas no jogo, como partidas aleatórias com os personagens da história e uma galeria com os filminhos, mas nada que seja incrível.


Para finalizar, fiquem com algumas cenas da série para verem como é um programa muito "sangue bom" e cheio dos personagens com boas intenções, recomendadíssimo para passar no "Bom Dia e Cia." ou na quase finada "TV Globinho".


Um comentário:

  1. Incrível como o povo japonês consegue contextualizar e criar histórias em cima de absolutamente qualquer coisa.Um simples jogo de mahjong se torna praticamente um texto de ficção na mão dos caras.Muito interessante.Passar no Bom Dia e Cia foi tenso kkkkkkkkkk acho que não rola não, Doc! kkkkkkkkkk

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