quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ganbare Goemon Kirakira Dōchū: Boku ga Dancer ni Natta Wake a.k.a. Ganbare Goemon 4



Penso eu que não são muitas pessoas que lembram, ou até mesmo sabem, desse jogo da série Ganbare Goemon, aquela série malucona que faz parecer passar no Japão feudal, mas mistura doideiras como robôs gigantes, demônios bonachões, americanos ajaponezados vestidos de coelhos, etc, etc, etc.


Ganbare Goemon Kirakira Dōchū: Boku ga Dancer ni Natta Wake, algo como "Vai nessa, Goemon! A Jornada Cintilante: A Razão Porquê me Tornei um Dançarino" (eita nome doido da porra...) foi lançado em 1995 pela Konami como o último da série no Super Nintendo/Famicon antes de migrar para os jogos do N64 e PSX. Alguns dizem por aí que é o melhor jogo da série, já que praticamente misturou as mecânicas dos jogos anteriores e ainda elevou a dose de crack que a série já tinha para níveis exagerados.

O enredo é bem simples (não tanto em relação aos personagens para quem nunca jogou algo da série): Goemon e seus amigos vão visitar o velho tarado sábio de Iga em seu aniversário, quando o robozão gigante Impact bate na porta do velhote e revela que não só sabe falar, mas também pensa, pedindo ajuda para a galerinha porque um cabeludão maluco viciado em anabolizantes esportes e suicídio japonês invade junto de seus ninjas cabeça de ovo o planeta em que o Lego gigante é rei, com a galerinha da pesada aceitando ajudar.


Sendo assim, o jogo permite trocar entre os quatro personagens (Goemon, um ladrão que usa um cachimbo de ouro; Ebisumaru, um ninja aboiolado; Sasuke, um robô ninja bipolar e Yae, uma ninja do Xogum) quando quiser através dos botões L e R, se aventurando nas quatro diferentes luas que foram invadidas pelos cabeças de ovo e que não permitem entrada ou saída do planeta principal. Cada lua é representada em forma de mapas, com duas cidades que são exploradas para resolver situações para passar por elas e continuar até a fase final ou resolver side-quests para receber upgrades para as armas.


Praticamente todas as fases de ação do jogo (que são no formato plataforma) tem vários inimigos robôs que entram no tema de esportes, não sendo incomum ver vários robôs batedores, arremessadores, jogadores de futebol, robôs mulheres japonesas gigantes pulando para fora d'água, entre outros. Há algumas exceções como em uma tela de queda livre aonde se destrói vários robôs jogadores de hóquei em cima de um carro cuja pintura tem uma figura que lembra um pouco a famigerada cannabis. O ponto fraco está em alguns chefes, enquanto algumas batalhas são legais como o bungee jump ou arremessar "Estrelas da Morte", outros são bem idiotas, como o quizz ou a versão alternativa de Puyo Puyo.



As cores, gráficos e cenários são de tirar o chapéu, todos eles coloridos, detalhados e diversos, vendo vários habitats como desertos, florestas, montanhas, icebergs, mares e por aí vai, dependendo da lua em que está. A trilha é igualmente excelente, desde músicas calmas com aquele tema de Japão Feudal, passando para músicas mais animadas para as fases e seguindo o tema do ambiente e até mesmo uma batida maluca de japonês com carnaval brasileiro. Além disso, foram dubladas algumas vozes no jogo, sendo mais frequentes quando se termina uma fase e o personagem comemora dizendo algo.


Depois de todo esse chá de cogumelos, ainda acha que você, moleque nerdão jogador de RPG da Atlus e assíduo das doideiras cagadas do ex-grupo da Gainax, acha que viu fumação o bastante? Então é porque precisa jogar Ganbare Goemon 4 e o resto dos jogos da série.

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