sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ryu: Naki no Ryuu Yori



Fechando por ora o circuito de tele-mahjong, já abordamos aqui um sacaneado cheio das tetudas, o segundo era da Warp. como antítese e agora vai um sério, frio, calculista e de denuncia sobre a mafia japonesa yakuza, aquela que corta os mindinhos e manda tatuar desenhos babacas pra tu não poder ir mais em nenhum lugar público próximo à água.



A adaptação vem de um antigo mangá de mahjong entitulado Mahjong Hisho-den: Naki no Ryu, envolvendo jogatinas entre as famílias criminosas nipônicas, é de uma época onde haviam mangás de tramas fodas, mas como o mundo jaz no espírito de porco, não achei quase nada que satisfizesse minha curiosidade sobre os detalhes, apenas que ele possui filme com atores reais e OVAs, só. Dos poucos jogos referenciando-o, temos um do Super Nintendo que é bem acabado, eu diria, se comparado a outros de peças minúsculas quase incompreensíveis e alguns de pseudo putaria digitalizando modelos japonesas, mas optei pela versão do Sharp e bancar o hipster com você(s).



Este saiu mais caprichado, abusando dos recursos do computador chutador de bundas e bagos, Sharp X68000, amém! 4 floppys a.k.a. disquetes! Na apresentação, animaram muita coisa, até mesmo o uísque sacudido no copo e mostrando o protagonista franjudo, quase um greaser deslocado nos anos oitenta, provavelmente é o protetor de alguma quadrilha chefiando jogos de azar. Depois da intro, escolhemos num mural alguns modos, infelizmente não são variações do esporte fraudulento, mas subtramas paralelas, a primeira controlamos um gordão com cara de carpa, acontece diálogos breves entre os bandidões sempre naquelas feições tradicionais da yakuza, cara de bigodinho, outro de rayban, todos fumando pra caralho, afinal asiático é tudo chaminé e então começamos o duelo, esse sim à vera, entre você (pançudo) contra outros 3 traficantes. 


As regras é o que expliquei nos outros dois reviews, fazer a melhor mão, combinando sequencias grandes ao lado das trincas de pedras de ideogramas monocromáticos, declarar riichi e então torcer pro tempo acabar e tirar um dinheiro dos viados, eles conversam entre as jogadas, perde parte da graça devido a barreira linguística. As combinações rendem ilustrações representativas tipo o Akuma, garça, cerejeira, escadaria, gordão batendo no gongo, tornando menos careta a mesa onde rola a disputa, acho que o mais desafiador fica na duração das partidas, elas te exigem muito tempo e paciência, se estiver afobado, perderá facilmente.
 

O que mais irrita é ter uns 7 mil adquiridos no sofrimento e perder tudo em pouquíssimo tempo, perdi a conta das vezes em que fiquei zerado numa única rodada, e neste mahjong, se perderes feio em todos os turnos, é exterminado e vem um the end carrancudo. O resto é como falei, muda só o personagem do jogo. 

Querendo o mahjong de raíz, envolvendo o submundo japonês e bem detalhado, jogue-o.

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