sábado, 30 de novembro de 2013

(ARC) Bonanza Bros.



O objetivo é controlar dois ladrões esquemáticos de aparência semelhante aos irmãos cara-de-pau, enquanto surrupiam relíquias nos mais alternados lugares possíveis patrulhados é claro por uma vigilância escrota. A estética assemelha sprites e ambientes à brinquedos, tornando muito original o apelo do jogo.

Escolhendo jogar em dupla, você e mais a segunda pessoa do planeta que irão jogar Bonanza Bros., repartem a tela para roubarem os artefatos mostrados no projetor antes da fase. O método certo para invadir os lugares é na malandragem, colando nas paredes, atordoando os vigias atirando neles quando baixarem a guarda, quando não batendo a porta nos ditos cujos.

Os ladrões devem ter uma quantidade mínima de objetos ensacados para subirem pro terraço e pegarem carona no dirigível. Possuindo o básico, deve esperar o comparsa roubar a sua parte e no caso dele parar na prisão (perdendo todas as vidas), o outro bandido conclui o roubo. O bônus serve de transição entre os níveis, consistindo em coletar os tesouros sem esbarrar nos holofotes típicos de presídio americano.

Seus empecilhos baseiam-se nos guardas dorminhocos despertos no momento em que pisar nas latinhas, seguranças vestidos como tropa de choque, um gordão lançando bombas de aparência igual ao Léon do filme O Profissional, fora os cães. De modo que todo jogo stealth permite certa agressividade na hora de passar em certas situações, infelizmente em Bonanza o melhor é evitar tiroteio direto, pois os bonecos são um pouco duros e sequer abaixam. Por isso fique nos fundos das paredes, encoste nos cantos, acione prensas para esmagar os meganhas e suba o mais rápido que puder as escadas.

A estética lúdica aliada a musica pastelona do típico bandido oldschool enganam quanto a dificuldade. Diria ser em determinados momentos mais puxado do que as aclamadas VR Missions da série Metal Gear Solid, me refiro em fechar usando um único crédito. Outro ponto positivo seriam os gráficos - destaque pros carinhas atravessando prédios de tirolesa ou mesmo a introdução deles andando próximos ao muro onde emerge o logo monstruoso do jogo.

Sega, Konami, Taito, Capcom e SNK foram uma tempestade de ideias dos anos 80 até meados de 90, fizeram jogo até do que não deviam. Claro, haviam tranqueiras inimagináveis, a questão era ter uma ideia na cabeça e já era programada num joguinho ladrão de fichas pra criança aprender logo de cara sobre as mazelas da vida. 

E me decepciona ver hoje tanto fuzuê para programarem um mero jogo, decalcando sem limites o cinema. Pior é o público ser conivente, escrevendo fanfics na internet, bajulando as xeroxs das tramas, isso é foder com a indústria.

Jogue este avô dos stealth games, trilha sonora pertinente aos gráficos lúdicos, ideia inovadora pra época, boa quantidade de fases e ótima indicação pra multiplayer.



Nenhum comentário:

Postar um comentário