sábado, 16 de novembro de 2013

Battle Clash e Metal Combat: Falcon's Revenge


Battle Clash



Battle Clash é o tradicional videogame chamariz para vender a bazuca Super Scope, um trambolhão fabricado pela Nintendo dando-lhe designo corriqueiro terminando por jogá-lo na mesma dimensão onde estão as demais tralhas do seu legado. Da parca variedade do gênero "tiro em primeira pessoa" no Super, podemos nos focar em Battle Clash + Metal Combat, as únicas coisas válidas para o dispositivo, contendo ainda Gunpei Yokoi na batuta do desenvolvimento.


O tio foi o "pai" do Game Boy, sadicamente mais lembrado por estar envolvido no projeto do Virtual Boy, possível motivo de seu afastamento da empresa. Na moral, ele se uniu a Bandai para criar a sucata do WonderSwan com direito a joguinho póstumo contendo o mesmo nome do sujeito, póstumo porque ele sofreu um "acidente" de carro, entendam como quiser.


De trama temos uma Terra fodidona, à mercê da competições entre megazords, na qual o número #1 é um alien chamado Anubis, dono da estação espacial Thanatos. Na malandragem, bota uns jagunços espalhados no planeta para prevalecer sua supremacia já batida. Nesta realidade esculhambada, pinta um salvador dono de um robozão, assim ele irá detonar as demais máquinas, mandar pro saco o vilão e de troco salvar o planeta.

É claro que nos diálogos xaropes entre o moço com os adversários o papinho de defender a Terra é totalmente deixado de lado, passa motivo dele só estar querendo detonar todo mundo para enfim dizer que é o pica grossa do seu destroçado planeta, coisa de anime. O "lone wolf" Mike Anderson, piloto do tanque Falcon, "conversa" contigo passando dicas do que se deve fazer e evitar nos combates.


O sistema é descomplicado: usando a scope deve mirar e atirar no robô, esperando um tempo a mais. O tiro carrega e causa um estrago maior, por último tem a opção de escolher bombas ou demais armas conquistadas vencendo os oponentes, mas todas escassas, algumas consumindo a própria energia do teu robô gigante. O fogo inimigo necessita ser alvejado pelos seus lasers, já aqueles mais poderosos somente concentrando o tiro, com direito a devolver o raio dobrado.


A melhor manha é concentrar o tiro e atingir pontos vitais como a cabeça e também uma área desprotegida no momento em que o mecha rival for mandar um raio poderoso, e é isso, nada de outro mundo! Vá vencendo os robôs das diversas regiões do planeta, enfrente um porteiro da estação maligna até chegar no big boss. O desafio só fica real, usando o código especial na tela de apresentação, obtido ao zerar no método comum, então aqui vai o macete pra ter o desafio à altura: Select + L.

____________________________________________


Metal Combat: Falcon's Revenge


Passado um ano temos uma aparente atualização mais rebuscada com direito a um tutorial ridículo de como funfa o sistema, será que havia necessidade disso? Se nego jogou o Battle Clash na cara dura, seria impossível avançar em Metal Combat sem o maldito tutorial, ainda mais sendo lançado no ano seguinte? De adicional pode escolher uma loira e mais um robô secreto que nem fiz questão de testar (zerando o jogo e apertando B, A, B, Y na tela principal).



Começa jogando contra uns cabras na Terra, passando a sensação de terem minguado a duração do jogo. Mas que nada! O antigo chefão seria apenas o primeiro dos oponentes a serem enfrentados no sistema da Via-Láctea, uma marciana chamada Rola (puta merda, foi o George Lucas que bolou os nomes?) diz sobre o planeta estar à mercê da nova raça alienígena disposta a se apossar do sistema solar. Isso estica mais a jogabilidade e o desafio sobe, infelizmente os novos desafiantes não demonstram tanto terror assim, pode chegar a morrer poucas vezes, mas nisso se descobre o funcionamento do robozord mandando-lhes às favas sem pestanejar pouco tempo depois.


Pra algo da Nintendo, chega a ser original! O design se assemelha a franquia F-Zero e Metroid. Como dito acima, um dos poucos FPS e praticamente o que segura a amargura de ter desembolsado dinheiro na compra da Super Scope. Gráficos bacanas, musica sem nenhum carisma, mas boa programação e sua dificuldade só será satisfatória macetando os códigos. Na busca pelo original no Super Nintendo, esses dois são um prato cheio.




Nenhum comentário:

Postar um comentário