quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Virtual Boy Wario Land




Quando a Nintendo desaprendeu a programar Marios de alta qualidade, partiram pra franquia Donkey Kong Country. Donkey Kong sofreu mais na transição 2D para 3D, ressuscitado da geladeira tempos depois, eis que sobra Wario, subproduto pertinente no continuísmo da tradicional aventura 2D. Tanto é fato que seu primeiro jogo, tirando aqueles puzzles mongos, era chamado por essas bandas de Super Mario Land III. Não que Wario seja um primor, mas permitiu a Nintendo explorar de modo mais livre conceitos novos sem se comprometer demais, até porque tudo se restringiu aos portáteis. Wario, feito outras coisas legais no Game Boy, ficavam como segunda opção caso você não fosse um desses fedelhos de olhos somente para Pokémon.



O post de hoje fala sobre um Wario Land esquecido entre o Game Boy e sua atualização Color, o Wario Land do Virtual Boy, aquela bendita máquina destruidora da visão, ótima para presentear epiléticos! Até a pessoa mais nos trinques termina ganhando uma enxaqueca fudida. Basta jogar meia hora nesta máquina de gráficos preto e vermelho que força o jogador a descansar uns 5 minutos para voltar a estragar a vista. Tirando o pequeno detalhe de ganhar dores de cabeça e um par de óculos, o sistema terminou por enterrar essa sequência, ainda mais tendo papagaios de pirata repetindo a mesma merda de sempre sobre o Virtual Boy ser um lixo, blábláblá meus olhos doloridos jogando isso, etc.. etc..  Ficam só naquela punheta do Super Nintendo. Mas jogando num emulador e removendo os filtros cruentos do "portátil", torna-se uma grande surpresa jogá-lo.




Essa continuação segue os moldes sem tirar nem por do primeiro Wario Land. De chamariz acrescentam alternâncias de camadas nas fases. É comum começar na parte mais evidente do cenários e saltar pra outra mais longínqua. A intro nos mostra o Wario caindo com o seu monomotor perto de uma caverna mágica controlada por algum mal antigo. Seu dever dentro dela é de encontrar os tesouros escondidos, além das chaves necessárias para abrir as portas do elevador. Subindo por ele, tem direito a cumprir bônus que aumentam o crédito de moedas ou corações, permitem vidas extras quando acumulados em 100.



Fora a burrada dele estar num aparelho mulambo, sua duração é pífia, dá pra zerar numas 2 horas. Podiam incluir mais estágios do que meras 10 fases e dois chefes bocós, só excetuando o final que é nojentinho de derrotar. O conceito dos níveis também ficaram na mesma, nada fantástico aproveitando mais os recursos do Virtual, acredito eu que o motivo tenha sido temer criar muitos mundos e fazer o jogador terminar cegueta.  


Removendo os lasers da morte no emulador, terá a mesma experiência de jogar um Game Boy. Um pecado a Nintendo não relançar algumas pérolas do VB se valendo agora do 3DS, logo ela que curte muito explorar seus jogos, até os mais esculachados.


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