sábado, 7 de dezembro de 2013

Arabian Fight



De ideia criativa, a Sega criou algo mais mequetrefe que as próprias tranqueiras da SNK, ao par até de Sengoku. Arabian Fight, como o nome já diz para quem entende o ingrês do mais mequetrefe, é uma bonança de pancadaria entre árabes que ocorre na época das 1001 Noites, quando ainda não se preocupavam em destruir a civilização judaica-cristã ocidental e libertar os pobres irmãos islâmicos das mãos nefastas do Mickey e suas crenças capitalistas satânicas.

A histórinha é de um grupo que estava escoltando uma daquelas princesas árabes quando um grupo de piratas a mando de um xeque manjado das bruxarias iranianas sequestra a dita cuja, precisando então que Sinbat (não está errado não, é Sinbat mesmo, não Sinbad) e seus outros três amigos (com um monge tibetano no esquema (?!?!?)) viaje por desertos, tumbas e cidades chutando a bunda dos rufiões e demônios.

A ideia inovadora nesse jogo foi tentar casar personagens muito bem detalhados graficamente com o esquema de profundidade e animação, ou seja, fazer com que os bonecos diminuam de tamanho ao se afastarem da tela e irem em direção ao cenário no fundo e vice-versa quando se reaproximam, com direito até mesmo de capangas aparecerem do nada pela frente da tela e se aproximarem em direção aos personagens. Também tem as animações de cada um da trupe pulando na frente da tela fazendo pose quando usam alguma magia especial.

Sendo que é um jogo de arcade feito em 92, tinha tudo para ficar famoso com essas brincadeiras, mas na verdade houve o total oposto. Os defeitos estão nos controles que são travadões demais, além de ser difícil de acertar os inimigos às vezes (até mesmo colado nos mesmos) e os bonecos são grandes demais, com a tela ficando muito cheia para ver algum tipo de ação e dinamismo decente na pancadaria. Não vou falar que a animação meio cortada foi um defeito de impopularidade da época, pois repito que é um jogo de 1992, uma animação desse estilo nos arcades do tempo era "pica das galáxias", apesar de hoje em dia ser uma bosta.

Fora isso, é como todo beat 'em up habitual, os especiais são acumulados por lâmpadas encontradas em objetos quebráveis ou inimigos que as derrubam. As lâmpadas tem efeitos diferentes, mas não dá para saber qual é qual, pois todas são iguais. E as animações desses especiais são as mesmas para todos os bonecos.

Apesar de toda a preocupação com tudo isso de profundidade e detalhamento dos personagens, os cenários são repetitivos demais e sem vida, parece um low budget que mete efeito barato de tela verde. As músicas passam aquele tema de 1001 Noites, mas também é genérico e repetitivo de doer.

É bom jogar mais para conhecer esse projeto da Sega para se popularizar no gênero de porradaria desgarrada, mas como jogo merece mesmo é ficar na lona.

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