quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Pang a.k.a. Buster Bros. - Trilogia


Pang a.k.a. Buster Bros. 


Pesquisando sobre este híbrido de puzzle com pitada de shooter feito pela Mitchell sob o comando da  Capcom, vi se tratar duma adaptação malandrilsa de Cannon Ball da Hudson Soft lançado em 83 para computadores tais como ZX Spectrum e o MSX1, contendo a mesma meta de estourar balões assassinos usando arpões. Passados os seis anos entre os dois títulos, não vemos tanta inovação assim, Pang é bastante simplório, o garoto controlado na aventura e ilustrado num traço preguiçoso semelhante ao do Akira Toriyama apenas mexe nas direções imaginadas enquanto é usado o botão de tiro.


Os levels correspondem a roteiros num mapa-múndi, possível do jogador acertar alguns de modo quase randômico, e os cenários não passam de cartões postais ao fundo, apresentando balões de todo estilo para serem estourados. Ao longo da jogatina, os cenários trocam os turnos. Avançando, as "salas" contém coisas mais absurdas: escadas, blocos destrutíveis ou não, paredes, inimigos bons pra encher o saco e claro, o tempo limite.


A safadeza é atenuada usando os estilos de armas diferentes, arpões duplos, arma laser, ganchos que criam uma coluna para estourar as bolinhas que encostam no cabo, campo de força, relógio e dinamite. Preste atenção quando for detonar os balões malignos, eles vão se dividindo podendo entupir a tela e teu pivete vai pro colo do capeta num piscar de olhos. 

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Super Pang a.k.a. Super Buster Bros.


A franquia valeu a pena para a realização de uma sequência, dessa vez chegando a ser portada em CD no Add-on do TurboGrafx e mais cultuada no Super Nintendo, afinal só jogam esta tralha. Quem sabe se a ideia para trazê-lo à cria da Big N não veio unicamente pelo prefixo "Super" e de repente essa foi a responsável por propagandear o jogo, já que tivemos anos depois trilhões de imitações pra Flash e Windows, isso porque ninguém consegue mais ser criativo.


De "diferente" do antecessor fica no multiplayer e no segundo modo disponível. Enquanto o Arcade segue a premissa do Pang comum, nesse outro temos o Panic Mode, um survival mode em que te obriga a estourar os balões sem parar. Os estouros enchem a barra e vão subindo o nível, consequentemente o cartão postal de fundo muda.


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Pang 3 a.k.a. Buster Buddies


Eis o último, a essa altura a série já seria até referenciada em Marvel vs. Capcom, aparecendo um dos bonecos como helper pro nerdão ter uma síncope. Não me peçam explicações sobre o porquê cargas d'água saíram do visual Dragon Ball pra uns bonecos bonachões naquelas texturas 3D usadas aos montes em meados da década de 90, quase lembrando Toy Story, só não afirmo isso porque mesmo saindo no mesmo ano, a animação chegou no final de 95. Na tela principal, escolhemos diferentes modalidades em gradativa dificuldade, precisando escolher pamonhas de poderes próprios (arpão duplo, ataque diagonal etc..). Por último, os cenários variam, com direito a obras de arte no fundo.


Pang se tornou uma praga feito Tetris, Arkanoid entre tantos outros ícones dos quebra-cabeças ladrões de dinheiro. É uma boa se deparar com o original pra conhecer. Tem a trilogia tanto pro Play 1 quanto o PSP, sempre receptivos à essas compilações caras de pau, e se tiver um PSP basta jogar a do PS1 pra poupar espaço, senão vai de MAME. Agora veja a graça - carregar uma imagem pesada não pelos jogos, mas pela mera interface mostrando-os, ai ai... Isso é ser "rarticori gueimer".

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