sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Red Earth a.k.a. Warzard



Patinho feio da placa CPS3, quase todos incluindo quem vos escreve só conheceu Red Earth quando a placa passou a ser emulável naquele frenesi de poder rodar Street Fighter III e em menor escala Jojo's Bizarre Adventure. Seu ostracismo vem da Capcom pouco se lixar pro jogo, portando apenas alguns personagens naquele Mugen pobretão dela destinado ao PS2, o Capcom Fighting Jam, salvo também algumas aparições em jogos mostrando o acervo de personagens da empresa.

Foi feito na época para exibir os recursos da placa rocambolesca cheia de prevenções contra pirataria. Mobilizou um time enxuto de funcionários que chegaram a trabalhar em outros filões da companhia, mas paro por aqui, esse lado de nomear alcunhas ao lado de nomes japas soa ridículo, ninguém decora isso e não faz o menor sentido, uma vez que usam codinomes do tipo "Fandangos", "Montilla", "Garganta Profunda", "69" etc..


Escrevendo de maneira franca, remete muito aqueles filés da SNK como o Fatal Fury e Art of Fighting: Naquela de poucos personagens disponíveis; falatórios entre coças; o vilão tomando Cabernet enquanto observa seus asseclas sucumbirem; ganho de novas habilidades; uma senha pra gravar o progresso do jogo puxando bem aqueles memory cards de 'Negão', como falavam os ratos de fliper.

O universo é naquelas fantasias nerds tolkianas/D&D, resultando numa maçaroca ecumênica de aberrações, antagonizado por um velhote bruxo tendo dragões de guarda, culpado por espalhar monstrengóides ao redor do planeta pra tocar o terror. 


Seu dever é escolher um entre os 4 personagens disponíveis: Leo, um Conan transformado em meio leão, o tora do grupo e sendo o melhor do jogo além de ter a maior quantidade de equipamentos. Mai-Ling, tataravó do Jackie Chan, fica naquela de ter ataque razoável e boa agilidade. Kenji, o ninja, mais fracão, cheio de viadagens furtivas, um Strider mais classudo; Por fim Tessa, uma bruxa do norte ruiva que tem mais magias dentre a trupe. A mais popularesca do grupo, pintando em outras estripulias da Capcom por ser a mais *choc choc choc*flap flap flap*.

Mas se quer mesmo avançar, jogue com o leão, senão perderá pros monstrengões roubados, havendo uma barra gigantesca para você se desesperar em matar as ditas criaturas, e não, seu malandroviski, não é possível selecioná-los, nem no contra, MWAHAHAHAHAHA!


O sistema flerta e bolina a estética dos RPGs. Conforme os arranca rabos, seus atributos ampliam e novas técnicas avassaladoras tornam-se disponíveis, mas penará para chegar na casa do nível 30... Fora o fato de umas lhe exigirem orbes mágicos despejados na ocasião. Os equipamentos mais poderosos demandam nível alto, cumprimento de ações específicas nos combates e no bônus, não é mole não, mané. De acordo com o personagem eleito, você começará num outro canto do mapa, contendo os bichos num nível diferente, mesmo assim são mais roubados do que se escolhesse o leão.


Enquanto barbariza, surgem regalo, boia e joias para subir a XP, orbes elementais para o fatal e assim vai, possuindo um bônus copiando o de detonar o carro em Street Fighter, mas aí no caso um busto. Fechando a parada, fica possível mandar fatality, o golpe certo estrebucha a besta e nessa obsessão por querer ver entranhas, morre por apenas desejar usar o ataque para provocar o efeito. Ah, e detalhe, my comrades, o segmento todo é de matar chefes, aí vem os chefões pra valer, um kina bombadão e por último o macumbeiro corpo fechado com os dragonetes malandretes impossíveis de vencer numa ficha.

O meu parecer? Salva pelos gráficos e só, vejo o jogo como uma forma de não despedir a negada que já tava num patamar alto em elaborar sprites caprichados, aí pra não mandar pro olho da rua a cambada, faziam esses jogos vistosos&undergrounds e que graças ao diabo, integram o topo das listas sobre jogos 2D feito Garou e Street III. Outros porém fizeram tipo a Arc System, dizendo que é jogo artístico, porém roubado pro publico "harutorukoru gamo". Joga Jujuba e Street III que é melhor.

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