domingo, 1 de dezembro de 2013

Ring of Destruction: Slam Masters II a.k.a. Super Muscle Bomber: The International Blowout



Ixiii, nome fanfarrão. Esta continuação é mais popular que o primeiro Slam Masters pelo óbvio motivo de ter os chefões destrancados e apresentando também mais alguns profissionais de luta livre viajados na maionese. A franquia só não caiu ainda mais pro underground por ter adotado os conformes do gênero luta, perder as duas barras de vida é derrota na certa, sem aquela necessidade de mandar agarrão pro carinha beijar a lona.


O sistema continua a apresentar um botão específico para soco, chute e o de agarrão, no entanto os golpes agora se assemelham bastante aos ataques de Street Fighter, exemplificando o comando de hadouken, pilão, estapear o botão pra vários socos serem desferidos, apertar dois de ataques. Apesar dessa adoção, o golpe mais brutal deriva de alguma sequência finalizada pelo botão do grab, fazendo um puta efeito caso consiga vitimar o oponente com ele.


Além dos apelaços Scorpion, Jumbo e Ortega, temos também um hindu reptiliano bom na retranca e que usa golpes flamejantes; Saber, um soldado canadense usando pás e granadas, elementos "válidos" numa luta dita "justa"; e por último Black Widow, outro esquisito difícil de classificá-lo portador de golpes bem simples e eficazes. São os mais bisonhos entre os lutadores, todos já distantes do que pode ser considerado normal pros padrões da WWE. Apesar das excentricidades, enxergo como um jogo bastante equilibrado, inclusive porque não recebeu inúmeras atualizações para chegar num nivelamento sublime.


No restante, os gráficos receberam melhorias, cenários viajados pra caralho, principalmente o de Santo Domingo, design de personagens desenhados pelo Tetsuo Hara conforme puderam ler na resenha do primeiro Slam Masters. Músicas de Isao Abe, compositor que participou de Cadillacs n' Dinosaurs, The Punisher e até edições dos Street Fighter II e Alphas, sabem que não gosto de paparicar pessoas, ainda mais quando conseguem renome e cagam no pau, mas nesse jogo estão de parabéns.


Querendo variar nas jogatinas multiplayer de luta, considero este jogo um prato cheio e fatalmente deixado de lado, inclusive seu port doméstico ficou fadado unicamente ao PC japa FM Towns.

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