sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ogre Battle 64: Person of Lordly Caliber



Bom fazer menção dessa peça aqui não só por ser o melhor (na nossa opinião) da série que compõe, mas também por ser um dos menos acessíveis na época para o Nintendo 64. Ogre Battle é uma franquia de jogos do subgênero "RPG estratégia" que tira seus nomes de músicas do Queen e foi criado pelo Yasumi Matsuno, que para quem não conhece, é o chapa que fez Final Fantasy Tactics, o famigerado jogo de estratégia que muitos devem ter ouvido falar/chupado uma vez na vida e que deslanchou de vez com a moda de fazer jogatinas estratégicas de visão isométrica em campos de batalha quadriculados que duram até os dias de hoje (coisa que nasceu antes com Front Mission da Squaresoft e alguns meses depois com Tactics Ogre, tudo em 1995).


Ogre Battle não é algo totalmente desconhecido, mas tem aquilo da série nunca ter sido explorada ao público de maneira que se tornasse um sucesso presente na cabeça dos jogadores, diferente de Fire Emblem que qualquer um desses pirralhos "netinhos queridos" que possuem um 3DS na mão, Virtual Console ativo e o novo caça-níqueis da franquia atochado na bugiganga, isso se não forem os nintendistas viciados em Smash Bros, podem falar de boca cheia que conhecem. Ainda mais pelo fato da série estar morta por ser propriedade da atual Square Enix, mas o seu criador estar trabalhando em uma abundantes empresas independentes que trabalham por encomenda, as famosas Third Parties.


Enfim, a histórinha (que é bem longa) é de um filho de cavaleiro que cansou de ser excluído pelos nobres narizes-empinados porque o papai foi acusado de assassino traidor, assim se alistando no colégio militar e sendo despachado para a região mais caipira do reino para servir lá. Mal sabe ele que ia se meter em toda uma revolução esquerdista (VIVA O SOCIALISMO!!! MORTE A MONARQUIA ABSOLUTISTA ATRASADA, RELIGIÃO PEDERASTA E AO CAPITALISMO DEMONÍACO!!!), com direito a algumas tramas satanistas malucas para trazer o inferno ao mundo dos mortais.



Igual ao seu antecessor do SNES, o jogador é direcionado para um mapa do reino com caminhos levando as fases, podendo entrar no menu e administrar suas tropas ao equipar armas melhores, itens de cura, troca de classes, formação dos bonecos de cada grupo de combate, entre outros esquemas. É permitido até revisitar o local para encontrar no mapa tesouros escondidos, visitar lojas para abastecer o estoque, comprar equipamentos melhores, realizar side-quests diversas e até mesmo caçar monstros para colocar em suas tropas. As ações são em tempo real e quando há encontro de unidades, acontece a animação de ambos os grupos descendo o cacete uns nos outros fisicamente ou com magia.



Há a possibilidade de escolher a modalidade treinamento quando se está em alguma cidade do mapa (o principal, não os da fase em si), precisando desembolsar uma grana para isso, tendo também possibilidade de ser mão de vaca e sair atrás de monstros só para matá-los e ganhar experiência (mas dessa forma vai demorar muito para pular de nível). O tempo passa tanto andando pelo mapa do reino (dia a dia pelas regiões), quanto dentro das fases (já contando o horário e fazendo aquela diferença de dia-noite). O protagonista tem aniversário, portanto se chega o dia dele, pode ativar em um tipo de menu "relatório", recebendo assim algum item como presente.


As músicas e os gráficos são estupendos, os caras no comando desse jogo (em que não estão envolvidos nem o criador, nem o ilustrador oficial) deram um talento maneiro ao ambiente e personagens, dão detalhes até mesmo para frescurites como equipamentos. A história tem lá suas intriguinhas palacianas e doideiras sobrenaturais, mas relaxe, não precisará passar meses ou até anos a fio para ver a história toda, diferente de uma certa série de livros cujo tamanho de cada um é maior e também mais pesado que anilhas para supino.


É isso aí, se quiserem saber mais, que vão atrás do jogo, preguiçosos. Nosotros agaranti.

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