quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Grim Fandango



Comemorar esse Natal falando de um jogo que se encaixaria mais na data de Finados, mas do que isso importa? Pegamos de cara um item mais descontraído, aquele que não é estranho aos ouvidos de alguns, só que ao mesmo tempo poucos se dão ao luxo de parar e lembrar. Cessando com esse lenga lenga típico meu, é o Grim Fandango, aquele juguete da LucasArts que foi o primeiro a receber gráficos 3D, ser o Casablanca versão presunto, ter como criador o "homem macaco" Tim Schafer e essas pataquaiadas todas.


Misturando os elementos da quimbanda asteca, costumes "hispano-americanos" do México (ui, como eu sô metido igual o Côtacú e Psicoloucando) e o tão cultuado estilo de Filme Preto (não sou francês, nem gringo metido para escrever o termo estrangeiro), a história é do escroque do Manny Calavera que é sacaneado pelo chefe balofo e o seu rival almofadinha em receber comissões de baixo nível, já que ele é um caveirão com ficha suja no cartório e precisa pagar seus pecados vendendo viagens ao Paraíso aos recém-chegados, senão continuará sua vida de merda em uma cidade quarentista americana do além.


Apesar de jogos para PC terem o direito de serem diversos em seus estilos, Grim Fandango já seguia aquele pecado de "jogo-filme" que anos depois seria a febre dos molequinhos e dos jogadores que pagam de manjões. Para avançar no jogo, é necessário coletar itens e resolver os quebra-cabeças. Confesso aqui que não são fáceis, alguns são medianos, outros são padrão Mãe Diná, precisando de ajuda dos universitários para resolver. Fora isso, os gráficos para a época são pik das galáxias e a trilha tem aquela mistura de jazz e aquelas composições mariachis, porém o controle é cimentado e temperamental de se manejar. Além disso, há os extensos diálogos com várias opções de resposta, fazendo jus a "aventura gráfica" que é.


Taí a sua escolha de Natal caso gostarem de ver mais histórinha e resolver uns puzzles para quebrar a cabeça de vez em quando em vez do bom e velho frenesi de um jogo básico. Até que foram bem imaginativos com a temática. Isso é para quem não conheceu essa peça através de uma das revistas vagabundas da Digerati ou da cadavérica (?) Fullgames.

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