sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Kolibri



Dos mesmos criadores da horripilância que é Ecco the Dolphin, temos mais um jogo ecológico com bichinhos salvando o meio ambiente de seres malvados. Kolibri é um shooter em que você controla um cachaceiro beija-flor (ui!) que sai por aí fritando insetos bizonhos com seus raios lasers (masquê?!) e desviando de predadores naturais como sapos. Acredito que os caras dessas empreitadas deviam (ou ainda devem ser) aqueles ativistas hippies chatos do Green Peace ou demais ONGs de infâmia mundial que adoram se meter no meio de navios nucleares, escalar o Cristo Redentor com o risco de serem derrubados a bala e se enfiarem na frente de serras elétricas, tentando provar que vão salvar o meio-ambiente dando uma de Steve-O e galerinha limitada do Jackass, mostrando seus talentos "artísticos" e consciência pela natureza em jogos soníferos para moleques remelentos inclinados a se degladiarem no multiplayer do Mortau Kum Bati.


Diferente do Eccocô, os controles do Kolibri respondem muito bem e as fases não são tão labirínticas quanto o dito cujo, apesar de manter o mesmo design de puzzles. Sendo praticamente um shooter, tem muitas fases abertas e sidescrollers aonde se pode caçar os inimigos e detoná-los, algumas vezes isso sendo condição para pular pro próximo cenário. O botão A serve para ativar o comando de sugar o polem quando está perto das plantas ou até mesmo abrir portas com as chaves que encontra em algumas telas, às vezes dá para segurar o botão e carregar algum tipo de explosão de energia dependendo do poder de tiro pego. O B serve para sentar o dedo nos tiros e o C serve para dar uma guinada. Ao sugar o polem se recupera energia, ao ficar em cima de alguns cristais que aparecem nas telas se capta os poderes de tiro, ao passar por anéis de energia se tem um campo de força que te protege dos danos.


O jogo se sustenta pela força gráfica do 32x que, por incrível que pareça eu falar isso, realmente parece bonito... Porém isso não desculpa a temática insossa do jogo que só se foca em paisagens banais de florestas e cavernas, além de uma trilha que varia de música ambiente de loja esotérica de canto de shopping ou faixas pouco mais animadas, mas ainda nessa pegada natureba sonolenta. Nem o enredo dá motivação o suficiente para explorar o jogo, com o beija-flor cuidando de sua vida quando um terremoto acontece e um cristal qualquer brota do chão dando poder, logo em seguida já tá o bicho metendo tiro nos insetóides.


Da coletânia natureba da tal Novotrade, Kolibri é o melhor que se tem a oferecer, porém é um jogo doído de se fechar mais pela temática tosca do que pela dificuldade (por incrível que pareça, é um jogo meio complicado de se fechar, apesar de que há a lambuja de não ter Game Over). Sendo o valoroso soldado cucamonguense que quer virar um herói nos anais da história, é melhor comprar muito café e energético para vencer o tédio que esse jogo causa.

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Gostaria de fazer um apelo emocional em nome da Grande Nação da República Democrática da Cucamonga e convencer vocês, isso mesmo, VOCÊS!!!!1111 de postarem suas opiniões, ainda mais os gringos que nos seguem aí fora (isso se não forem bots enviados para roubar segredos de estado). Podem ovacionar a grandiosidade da Cucamonga, podem meter pau (com consequência de serem executados via Pena do Botijão), mas deixem um comentário nas caixas desse incrível blog patriótico. Mas claro que, para você que tem ficha em nosso cartório e não quer dar as caras até as queixas validem, saiba que pode postar quando resolver crescer culhões do tamanho de bolas de boliche.

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