sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Super Mario Land 2



O blog voltando com tudo, depois de tirar umas férias em El Salvador treinando guerrilha e comendo umas locais - intercâmbio cultural.

Hoje trago outra das relíquias afundadas no oceano do esquecimento e desdém, no máximo mencionada aqui e ali, mas não passa disso... É o Super Mario Land 2. Sejamos sinceros, esse jogo mata a pau o predecessor de gráfico tosquento, e nem adianta argumentar sobre ele ter vindo na primeira leva do tijolão. Desta vez a equipe da Nintendo resolveu se empenhar em Land 2 para deixá-lo na memória.


Vendeu menos que o primeiro, talvez por falta de coisa melhor pro Game Boy na época da febre, somando o desejo do público querer alguma das grandes franquias posta nas telinhas. Bom, voltando ao papo do Kremlin videogamero ter redobrado atenção, eu me refiro quanto a presença dos vários peixes-grandes da empresa envolvidos nesta sequencia, menos é claro o chato de galocha do Miyamoto. Segundo algumas fontes dispersas pela Ásia, Miyamoto estaria preparando a suposta sabotagem ao carro do Gunpei Yokoi, talvez por essa ausencia o jogo pareça mais “exótico” entre os clássicos Super Marios, tirando o Super Mario Bros. 2 USA que é hack.

Na confecção do jogo temos o assassinado Gunpei Yokoi de produtor. Na trilha sonora o sempre requisitado Kazumi Totaka, pondo aquele som misterioso em todos os jogos nos quais se mete, pro proletariado nintendista entrar em orgasmo gastando a bateria por dois minutos na tela de Game Over só pra escutar a mesma coisa (ainda se fosse alguma mensagem dizendo para comprarem um PC e largarem a Nintendo...). Pra findar há o envolvimento do designer gráfico responsável pelas bagaças do Game Boy, o Hiroji Kiyotake, inventor do Wario, fazendo-o de chefão em SML2.


Tá, 3 parágrafos feitos e o jogo meu caro blogueiro? Ok! O jogo abusa o máximo que pode do hardware fraco do portátil, tentando equiparar o seu visual ao de Super Mario World, mas numa estética bem puxada aos posteriores Warios. Os mundos são totalmente originais, não tem qualquer repetição de temática aos demais Super Marios. Temos um mundo assombrado, outro robótico, até pro espaço o Mario vai. Os mundos contém 4 fases no máximo. Com excessão do espaço sideral e também vez ou outra haver um estágio secreto em algum canto disperso no mapa.

Mario pode desacelerar a queda pegando o poder do coelho, pode atirar bolas de fogo com a tradicional flor e ser invencível coletando a estrela, boa para conseguir vidas dos inimigos mortos em sequencia. Os bônus são alcançados tocando o sino no alto do final da fase ou então em cavernas no mapa central contendo jogos de azar proporcionando o mesmo tipo de premiação que os bônus, só que cobrando as moedas coletadas.


A grande esculhambação é a fase final. É bem díspare em dificuldade se comparada a partida inteira. Conforme vai decorando as armadilhas, o desafio fica menor, e o Wario não é mais difícil que o Bowser, basta ter atenção, depois disso Mario reclama o seu castelo roubado e acaba o jogo. Muito estranho um encanador ter um castelo... Parece até mafioso, trabalha com saneamento e tem um palacete... Cai na mesma teoria sobre a terra do Donkey kong ser o gueto da Nintendo.

Experimentem esta cria esquecida pelos nintendistas hipócritas, só lembrados de Pokémon. Um jogo extraindo o máximo do GB, criando temas novos, embora os inimigos com o tempo se assemelhem aos movimentos dos inimigos clássicos dos outros Marios. Musica boa. Gráficos de responsa. Desafio baixo, acredito eu para o cara poder terminar antes da pilha ser gasta e não fica abaixo do Bros. 3 ou do World.

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