quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Bari-Arm a.k.a. Android Assault: The Revenge of Bari-Arm



Até que enfim uma boa opção dentro da jogateca porcaria do Mega CD! Foi feito pela Human, uma empresa possuidora de algumas pérolas nas gerações 8 e 16 bits, infelizmente na sombra das mais consagradas. Pra esta latrina preta da Sega, produziu algo competente, até chamou Masami Obari, animador sempre requisitado nas animações de jogos. Fechando esta intro sabichona, Bari-Arm acabou comercializado diretamente nos States sob o nome Android Assault: The Revenge of Bari-Arm, soando como se fosse sequencia, tendo um robô na capa com o traço mais pro lado Transformer.


Seu conceito é um clichê bem programado pelo menos. Sua nave circula entre áreas horizontais mais movimentadas do que a faixa de Gaza ou o dia a dia no Rio de Janeiro, cheio de bolotinhas assassinas, lasers estuprando as leis da física, naves demoníacas, robôs antropomórficos - o comum.

Deve coletar orbes coloridos, com armas de alcance destrutível distinto, o cinza transforma sua navinha num mecha, mais veloz (acho eu), também lhe permite sobreviver a um ataque caso seja abatido, retornando a seu formato anterior. É possível controlar a marcha da nave e assim estabelecer a velocidade mais válida, isso desde o inicio sem que seja necessário apanhar nada. Por fim, há power ups, acumulando-os, seu tiro pode carregar a níveis absurdos e disparar um podersão que bem explorado o faz zerar rapidamente o jogo, bastando o simples não apertar dos botões para o canhão carregar.


Há um número menor de fases se for comparado a outros contemporâneos, ao menos a duração de cada nível é mais extensa e varia bem o mapeamento, nunca somente num mesmo esquema retilíneo. Pra quem é escroto, falando da bonança oferecida ao jogador, fique sabendo quanto a dificuldade ser ajustável até o nível Mania e boa sorte.

O forte mesmo é a trilha sonora de Nobuhiro Makino, sumiu do jeito que deu as caras, guitarras mandando ver conforme vai jogando aliada a música eletrônica puxando uns detalhes de ficção científica, torna o catalisador principal da partida. Queria saber em qual momento a juventude preferiu deixar o som das guitarras de lado para umas músicas eletrônicas sem expressividade alguma, monótonas pra cacete fazendo os representantes competentes de seu gênero serem engolidos vivos dentro do vórtex de chorume musical.


O visual está muito bom, bastante animações, transformações dos robôs, animações feitas em pixels mesmo como a moda mandava, reforça principalmente o fato do mega ser melhor opção pro gênero shoot n' up.

Enfrentem Bari-Arm, se querem conhecer o lado bom do Sega/Mega CD, não se arrependerão de opta-lo, no mínimo não acharão que o tempo foi roubado.

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