terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eternal Champions: Challenge from the Dark Side



A Sega se deu bem, fazendo um genérico do Street Fighter diretamente para o Mega Drive, tinha o controle todo encruado, pelo menos resolvia essa desvantagem exibindo personagens bem animados e cenas bagaceiras regadas à sangue, comuns nos jogos de luta ocidentais, afinal, era uma das armas usadas por ela contra a censura autoimposta pela Nintendo em sua linha de videogames.

Nos Estados Unidos obteve boa divulgação, ganhando sua parcela de fãs sequelados, graças também a atualização disponível para o Sega CD (tema da resenha) com direito a uma futura sequencia para o “longínquoSega Saturn na época.


A desgraça então veio: brigas internas no setor criativo do estúdio desenvolvedor, somada a retaliação completa da divisão japonesa, apostando no seu Virtua Fighter, que na minha visão só se deve menção por ter aberto as portas para o segmento de luta 3D, talvez nem respeito mereça por isso, Tekken & DoA considero títulos mais mongos do que outras pirações 2D disponíveis pra Neo Geo daquelas empresas chinelonas. Cobrindo de terra a cova da marca Eternal Champions, vieram spinoffs decadentes, um tal de X-Perts e a aventura do Carcamano Eric Larsen no Game Gear, revisada já nessa pocilga.

Saindo do momento History Channel, vamos ao que interessa: Que porra trouxe de acréscimo a ponto de valer a aquisição da privada de louça preta complementar do Mega? Olha, nada demais... Não chega nem a fazer falta o seu 'não conhecimento'. De fato, posto ao lado de outras tranqueiras como MK, KI ou os patinhos feios Primal Rage e Pit Fighter, não deve nada, mas sequer trouxe inovações importantes, caso saísse um remake atual disso seria divertidinho e só, infelizmente a Sega preferiu esquecer.

Esses games americanos de luta bagacentos, tem seu valor jogando na rua, contra amigos, e claro, tudo isso abastecido de álcool no mínimo, agora... brilhantismo? Personagens carismáticos/criativos? Alguns chegam a ter duzentas variações, vou evitar divagar nessa parte, entenderam o recado, né?


Matando logo a pau a parte estética & visual, puseram uma intro de CG estilo aquele desenho tosquinho do Shadow Wars, contando a historinha mais satisfatória do que congêneres, tendo as figuras inéditas da versão embaladas na animação. Os gráficos ainda são de Mega Drive, incluíram mais cenas sanguinolentas nos cenários inventando outros nomes redundantes para resultar no oponente derrotado virar papa vermelha no trecho certo, ou tonteando o pamonha e aplicando o que é pedido.

Os modos são o história, versus e um de treino pra se graduar e quem sabe um dia zerar com o Midnight uma única vez. A trilha sonora se concentra em heavy metal e dance, não possui qualquer faixa marcante, somente uns momentos animados pela guitarra nervosa ou um ritmo lembrando a música do filme do Mortal Kombat


Quanto aos movimentos, pensem num Street Fighter II (talvez o I), custando a sair o golpe, que pelo atraso raramente atingirá o outro guerreiro de resposta mais rápida e ainda as sequencias todas trocadas confundido-lhe os neurônios, onde as magias comuns gastam a barra de especial. Incluíram agora uns combos e melhor interação entre ataques aéreos com os tradicionais, visando tontear mais facilmente o cabra.


Os personagens novos disponíveis são: O Ramsés III, uma bruxa voodoo, uma pirata caribenha, um xerife durão... Nenhum aqui apresenta metodologias diferentes para jogar, todos os lutadores no geral apresentam golpes muito dispersos, sem se preocupar com estilo. Por exemplo, em SF, o Ryu é escolhido pela maioria devido ao seu equilibrio e golpes fáceis de lembrar. Agora o Zangief é focado em tirar mais dano, porém exigindo maior experiência em aplicar comandos totalmente diferentes do outro personagem. Isso em Eternal Champions fica vazio, a maioria mistura demais golpes meia lua, com aqueles de carregar andando pra trás.


Os secretos requisitam coisas muito específicas para habilitá-los: tem a morte, um boina verde, um Bruce Lee acupunturista, variantes do chefão, animais (é isso aí, galinha, macaco etc..) até um político corrupto espinafrando um engravatado anti-videogames dos anos 90. Nem sei como habilitá-los, em caráter da esculhambação que é vencer qualquer partida, quem acha Mortal Kombat inglório muitas vezes, sofrerá de hemorroidas jogando isso, já te alerto! A árdua e simplória conquista de vencer dois rounds será erradicada perdendo pro próximo malandro, e será obrigado a jogar do inicio perdendo os continues.

Resumindo a ópera: Eternal Champions está nos marca passos da burguesia dona do Sega CD, na esfera videogamera não faz qualquer falta, mas na lista de melhores coisas do periférico, ainda mais nessas listas polêmicas de fóruns babacas da nossa querida internet, justifica sim ser indexado, por ser mais bem bolado comparando as toneladas de ports mequetrefes e fmvs deteriorados na gpu humilde do aparelho. Sofra por conta própria!

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