quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Tails Adventure



Vamos falar dessa bomba de jogo que é Tails Adventure, avisando que não estou fazendo referência positivista com as bombas que ele explode por aí, como bom membro do IRA que ele é, mas sim porque o jogo é ruim mesmo.


Mas admito que, embora seja mais uma caca fenomenal da "Engenhoca de Jogos", tinha potencial para ser melhor que os Wario Land que vieram posteriormente ao 2. A história se resume ao Tails indo atrás de uns pássaros cucos bem armados que querem dominar a ilhazinha onde a raposa está residindo.


O jogo é dividido em 10 fases, com a casa do Tails disponível para trocar equipamentos e pegar os códigos de continue no caso de perder todas as vidas ou precisar parar o jogo. O esquema de fases é similar ao Wario Land (só não digo Metroid porque não são corredores fechados e não tem aquela transição constante de sala, essas sandices do tipo), em que vai derrotando inimigos bem ridículos e explorando cada canto da tela para achar os equipamentos ou upgrades, esses representados pelas seis Esmeraldas do Caos (que nesse jogo aparecem mais como uma caixa genérica que aumenta a vida, representada pelo monitor de anéis, e a barra de vôo de Tails).



Além das áreas terrestres, onde Tails usa e abusa de seus tipos variados de bombas e um robôzinho de controle remoto indestrutível que coleta os equips em áreas que não pode alcançar, também há áreas subaquáticas em que Tails usa seu submarino envenenado para detonar os inimigos com torpedos, mísseis e afins para avançar na histórinha. De chefes mesmo, só há quatro, com um doutor doido (que não é o Eggnik) te prendendo em uma sala com armadilhas e assim precisando usar o robôzinho para completá-la. O resto é só usar e abusar do truque de vôo com o direcional pra cima + pulo quando a barra terminar, enchendo-a instantaneamente e jogando bombas em cima dos infelizes.



Apesar de promover o fator exploração e completar os 100% ao buscar todos os equipamentos, devem contabilizar em 5 ou 10% o que você realmente vai usar e/ou que são realmente úteis para avançar até o final sem problemas, disponibilizam até a habilidade do Knuckles de dar socos e quebrar paredes (que é inútil, já que pode jogar bombas) e a habilidade do Sonic de usar o Spin Dash até mesmo no ar, o que quebra o galho na última fase. Para um portátil na época, e ainda comparado com os demais jogos da franquia no Game Gear, os gráficos eram muito bons, porém muitas fases tem cenários repetidos e a trilha é pobretona demais, mal deve ter umas sete músicas em seu repertório.

Sem mais, jogo porcalhão mal explorado pela Cega, poderiam ter se esforçado mais para tornar essa bagaça melhor, eu mesmo acho que teria sido um ótimo rival para os Wario Land e jogos que beberam dessa água também, por exemplo Shantae, se for levar pelos elementos que tem.

Um comentário:

  1. O jogo ser ruim é infeliz, já que é legal ver o Tails estrelando seu próprio jogo e ainda ter bons gráficos (para a época, pelo menos). Mas infelizmente falhou.

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