segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sonic 3D Blast



Aberração isométrica lançada láááá em 1996 em uma parceria da Quenga Sega e a Traveller's Tales, a empresa da raposa mochileira que hoje em dia enche o trozozó de grana com os vários jogos Lego que toda a garotada e os marmanjões correm até as lojas (ou baixam no conforto de seus cafofos). Naquela época era ainda um estúdio amador que ajudou a dar vida a essa monstruosidade que vocês aí de casa devem conhecer (ou não).


O jogo consiste em salvar os passarinhos multi-coloridos de dentro dos robôs do Dr. Eggnik (Única opção de nome que arranjei para zé ruela nenhum me encher o saco  falando que é Robotnik ou Eggman, então não encham o saco). Os passarinhos, sabendo viajar pelas dimensões, é prato cheio pro ovão transformá-los em geringonças e assim encontrar mais fácil as Pastilhas Jóias do Caos (convenhamos, de esmeralda na franquia só tem uma, às vezes duas, o resto é tudo colorido).


Indo direto ao assunto, são sete zonas com três atos cada uma, duas sendo campos extensos e a última reservada para o chefão, tendo a oitava e última zona caso coletar todas as jóias. Em extensos campos isométricos, tem que movimentar o Sonic até os inimigos e destruí-los, juntando todos os pássaros da área em que está e se catapultando no anel gigante quando pegar todos, indo para a próxima parte do ato. Coletando pelo menos 50 anéis, deve-se procurar pelo Knuckles ou Tails que te transportaram para as telas especiais, onde poderá ganhar as esmeraldas, se quiser, ao cumprir a cota de anéis enquanto se desvia de obstáculos.



O que torna esse jogo pior que arroz quebrado de terceira está nos seguintes fatores: primeiro que os controles são duros demais, unindo isso a uma perspectiva isométrica só resulta em desastre, é como somar bosta + bosta. Segundo que sendo um jogo mais focado na procura dos pássaros nessas áreas grandes, já que alguns deles são rebeldes e tendem a ir para onde bem entender, não tem os segmentos de velocidade, e com isso as armadilhas perdem bastante o sentido, elas não são difíceis de se superar. Terceiro que os atos são grandes demais devido a quantidade de pássaros para juntar, então o jogo se torna enjoativo muito rápido pela falta de dinâmica que existe em seus predecessores.



Existem alguns pontos positivos só para não dizer que o jogo é uma total caca. Os sprites 3D e o gráfico isométrico desse jogo são muito mais caprichado do que o pessoal da Ñintendo e Quadrado Macio conseguiram espremer da capacidade máxima do SNES ao fazerem o Super Mario RPG que saiu no mesmo ano (quando o sistema bateu as botas), só que alguns meses antes de sair o Blast. E a temática junto com a trilha são bem características da série, não é lá tão memorável, mas dá pro gasto. Há uma versão do 3D Blast portada pro Sega Saturno, onde mudaram a trilha e melhoraram a qualidade gráfica das fases, mas de resto continua a mesma coisa.

Esse jogo é conta e risco, preferível se manter afastado dessa bagaça.

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