sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Penguin Adventure



Cartucho de MSX mais conhecidinho entre os tantos flops e fitas imersas no abandono, tal qual o seu antecessor Antarctic Adventure. Notório nas modestas rodinhas de quarentões que na visão lamarquista teriam crias sem genitálias pelo pouco uso das mesmas. Diferente do loop ao percorrer estações internacionais de pesquisa colidindo nas morsas em Antartic, Penguin Adventure leva a nível crítico sua corrida contra o tempo, vida limitada, escapatórias mirabolantes e compras no mercado negro.

"Olha só! Comprei no Yahoo Shopping UK, subi economicamente, conversem comigo!"  
- Anti-social desesperado no seu 50º aniversário.
 


Na visão doente dos novos sabichões de jogos, o crédito maior dele não está na boa qualidade, nem na impecável trilha sonora ou sequer criatividade, só é CITADO por supostamente ter linhas de comando programadas pelo Hideo Kojima: O tal deus dos games, romancista, antropólogo, faixa preta em krav magá, botânico, o sangue no olhar do vampiro, as juras de maldição, a vela que ascende, a luz que se apaga, a beira do abismo. E o próprio twittou para a galera japaronga nunca ter participado de fato do joguinho, só deu os toques feito o diabo. Seguindo... 


Tirando o sabido quanto a gerar o efeito pré-histórico 3D (Turbo, Space Harrier, After Burner blábláblá ... ), o kamikaze pinguim Penta percorre a Antártica e mais o que a Inglaterra roubou ali perto. Penta corre à mil visando chegar no paraíso pinguim onde tem a maçã curadora, batendo em retirada após isso na direção do castelo em que repousa sua princesa portadora de algum vírus não informado (AIDS? Ebola? - chicugunha?). Claro, a região é subjugada pelos Freezaurus, uns dragões-de-komodo resistentes ao frio escarradores de fogo responsáveis por banir os pinguins e deixá-los em acres gélidos. Tudo é propenso a foder Penta: o tempo corrido, valas, troncos, morcegos polares, cubos invisíveis, fogo alado, tudo, mas tudo mesmo extraído de delirium tremens .


Esqueçam a chupetinha de correr contra o fantasma em Mario Kart, isso aqui, quase uns 10 anos antes, te faz repensar quanto a se achar a prima dona entre teus conhecidos. Jogando de modo regular sem saber as trucagens obtidas seja nos impressos pagos e numa escala menor na base do acidente e xeretice, a chance de bater o título é baixa, vencê-lo obtendo o bom final é menor ainda. No mapa os trechos marcados aparentam menor quilometragem nos caminhos finais, entretanto são os mais extensos. Não é preciso alertar o tempo limitado, a velocidade defasada de Penta frente aos progressivos percalços fora as limitadas chances extras conseguidas somente com score alto - situação: Game Over.


A chave do sucesso é catar os peixes saltitantes, vasculhar alcovas bem estreitas em geral nas bordas da estrada, rezar pra cair na loja de algum esquimó não judeu, negociando munição, velocidade extra, proteção e botas que permitem saltos longos de queda suavizada. Na maior parte do tempo o escambo é salgado, daí basta escolher o ícone da slot machine e jogá-la. Aí é ter aptidão em formar a trinca com o logo da Konami, receptar quilos de peixes e sair limpando todas as lojas nas quais cair. Isso reduz em parte a crueldade. Amenizando a injustiça, decore os demais buracos guardando as warp zones e porque não vigiar as asinhas onde o jogam na estratosfera te premiando ao fugir dos meteoros. Por fim digitar NORIKO na tela de derrota. Ah - ia esquecendo! Pintam uns corações ao longo do trajeto, lhe conferindo efeitos inusitados - salto maior, pontos, nuvem voadora e a indispensável invencibilidade, basta pular para o coração mudar o efeito antes de pegá-lo.


Os temas estão bastante variados principalmente pelo polo sul não ter porra nenhuma. Encontrará típicas faixas de gelo, canais enfeitados de icebergs, acrescentando os absurdos de haverem rios cercados de pinheiros, cavernas, desertos vermelhos, estepes, vai seguindo a viagem... No final do terceiro trecho dos consideráveis mundos estão lá os lagartos, possíveis de matar pulando nas estacas que racham o piso ou no modo mais justo: enchendo os desgraçados de bala. São todos iguais, não acrescem desafio, só mudam a cor, deu preguiça nos programadores japas. Eu mencionei a ocorrência do final ruim, a sordidez está em evitar pausar o jogo descabidamente (pros programadores), se o fizer, pare o jogo em quantidades de números ímpares (soa como um toque malicioso da Konami). Bom, o aviso foi dado...


Jogo isso sem desdenhar, encaixando a fitinha no meu MSX modificado com aquela carcaça áspera transparente imitando os iMacs noventistas, no formato "caixa de sapato" do Super Nintendo, tirando self pra engordar meu número de posts em algum lugar de gateiros dedicados ao sistema, ou os inglórios antros da Game Hall, Retrobits, Retrospace, UOL... Um ótimo desafio pros entusiastas do subgênero "corrida maluca"e quem cavuca pérolas 8-16 bits. Na questão final presta pelo desafio superado estudando os truques, grande potencial de duração, música bem acabada, gráficos bem explorados, alta velocidade e personagem carismático, aproveitem.


OBS1: É, tem pra Master System essa porra, contendo uma capa mais retardada, mas foda-se o Master, falam demais nele.

OBS2: Não sei se tem dedo da Konami, mas existe uma animação de pinguins zombando dos clichês de dramas de guerra no Vietnã, o clipe só seria melhor se tocasse Saigon do Emílio Santiago. O nome da bagaça é Penguin's Memory : Shiawase Monogatari ペンギンズメモリー 幸福物語. 



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