quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Pocky & Rocky 1 e 2


Dupla de jogos marafentos vindos de um arcade igualmente marafento lá pela metade dos anos 80, só que ficou relegado apenas ao Japão pelo nome de Kiki Kaikai (que, não falhando o gugou translator e as informações sondadas pela Cucamonga, signica "O Misterioso Mundo Fantasma"). É um daqueles shooters debaixo pra cima feito pela Taito e que depois passou para a Natsume, que gerou essas duas sequências.

Pocky & Rocky


Na versão muricana, para "americanizar" a parada e não confudir suas burras belas crianças que acreditavam estarem no centro do universo naquela época, fizeram essa capa com a mãe-de-santo de calças, usando cartas de baralho e ainda nomearam ela e o bicho como Pocky e Rocky. Mas isso não tem muita importância, até mais que, obviamente, o jogo não espelha muito a capa como qualquer outro naqueles tempos.


O guaxinim capiroto pede ajuda a molecota sacerdotisa para ajudá-lo com seus demais amiguinhos monstruosos que perderam a cabeça e começaram a fazer balbúrdia por aí, saíndo então para a porrada e descobrindo que o Coração Gelado Homem da Capa Preta feiticeiro de manto negro fez lavagem cerebral neles e quer dominar a bocada.



Escolhendo o seu personagem, só lhe resta avançar pelas seis fases descendo o pau nos vários monstros da mitologia japonesa e até mesmo alguns da mitologia ocidental (um gênio árabe, um bispo caveira e um vampiro como alguns dos chefes). Há quatro comandos básicos: um para ataque a longas distâncias, em que se pode segurar o botão e Pocky/Rocky lançarão projeteis sem parar (ela com aqueles papeis de exorcismo e ele com folhas de árvore), podendo jogar em todas as oito direções; Um para ataque a curtas distâncias, servindo mais para se defender dos projeteis inimigos, mas há tiros específicos que não se é possível defesa dessa forma. Se acabar segurando por um tempo, é possível lançar um especial (Pocky roda com o bastão dela atingindo os inimigos ao redor, Rocky vira uma estátua e fica imóvel, porém invencível por alguns segundos); Um para se jogar e deslizar no chão, servindo para esquiva rápida; Finalmente o botão da bomba, representado pela bolinha verde que mostra quanta munição se tem. Quebrando as caixas ou derrotando algumas bolas de fogo, é possível pegar upgrades para melhorar o tiro ou ganhar um campo de energia que te protege contra alguns golpes.


Esse jogo não é impossível de se fechar, mas ele é bem brutal até mesmo se colocar no fácil, pois aparecem inimigos a toda hora, projeteis vão aparecer de tudo quanto é canto e você só tem três vidas, com os "continue" limitados te jogando lá no início da fase, ainda sem direito a password ou quinquilharia do tipo, tem que fechar na raça. Os gráficos são bons e a música japonesa, apesar de meio pobre, dá um clima legal para tudo.

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Pocky & Rocky 2


O primeiro jogo rendeu uma sequência, só que diminuindo a dificuldade estoura bolas para ser mais palatável as famílias de nosso planeta Terra, mas não quer dizer que será uma tarefa fácil chegar até o final dessa vez.


Mesma coisa, os dois estranhões vão atrás de um vilão casca grossa que tá tocando o terror, só que dessa vez capturou um princesa vinda lá da lua (?) para se casar, enquanto Pocky e Rocky chamam mais dois vagabundos para participar do arranca-rabo, um grandão careca chamado Bomber Bob e uma cunoixi que parece estar no fundamental igual a Pocky.


Não tem mais carga no ataque de curta distância, não tem bombas, nem mesmo o limpa chão, só que agora tem um comando novo que a Pocky usa magia para se fundir, trocar de lugar ou seja lá o que acontece, com seu parceiro para usar seus poderes especiais. São sete personagens sem contar a Pocky, cada um com suas habilidades especiais. Só como exemplo, o Bóbi Terrorista levanta objetos pesados, a ninja abre caixas de itens sem precisar de chaves e o Rocky fareja itens escondidos. Fora isso, o sistema de bomba foi substituído por um habilidade em que a Pocky joga um de seus parceiros no inimigo e ativa uma explosão localizada, só mudando pela estética de acordo com o personagem.



Nessa versão, os gráficos foram melhorados e as músicas mais temáticas e diversas, além de esticarem o jogo para nove fases distintas. Implantaram um sistema de lojas onde se pode comprar armadura e orelhas de coelho (??) para aumentar o limite de porrada que a Pocky pode receber, com a perda de roupas sendo a indicação que perdeu um ponto de vida (com armadura e tudo, ela tem quatro pontos de vida). Também se pode comprar upgrades, vidas, dicas para derrotar chefes e chaves para abrir caixas ou portas fechadas.

Ambos os jogos são muito bons, vale a pena para aqueles que não aguentam muito tempo naquelas doideiras doentes dos jogos bullet hell da vida e querem algo mais "possível" de se encarar.

Um comentário:

  1. Está aí um jogo de SNES que eu não conhecia e parece ser bem legal.

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