sábado, 29 de novembro de 2014

Kazekiri - Ninja Action



E nessa insônia desgracenta, trago-lhes uma joia perdida!

Um tardio beat n' up lançado para o PC Engine CD da Naxat, uma das softhouses que bombeou o sistema, tanto o de Hu-Card quanto neste período CD. Por estar na metade dos anos 90, a Naxat pode se aproveitar de novas técnicas, estética e movimentações do mercado deixando bastante resistente ao tempo, não agride os mais lamurientos a respeito de datação.

Ressalto de certo o ótimo controle, não te deixa na mão, uma gama grande de movimentos, golpes abrindo o leque de possibilidades se opondo ao desafio alto em passar por centenas de fases contando somente com um punhado fixo de chances e continues. A vitória é garantida conhecendo o controle.

De trama temos a formulinha pastelona da princesa Shizuhime (pleonasmo?) raptada por um clã ninja opositor ao governo daquele han, levando-a para um castelo cabendo ao guerreiro de elite Kazekiri (vento cortante ou algo assim)ir resgatá-la... Pula, ataca, dois taps pro lado faz dash, meia lua alta corre, baixo com pulo manda um mortal pra trás (excelente para fugir de quase tudo), pulo, ataque e baixo manda um chute mais importante em desarticular os inimigos do que o dano em si, arremesso de judô, e agora vem o momento de atenção – O ataque principal é lançar facas, e de perto o Kazekiri utiliza a katana, tipo Shinobi, só que quanto mais é lançado os dardos, mais o teu HP cai! Pra tua sorte, ele se auto regenera, então certos momentos de sucessivos combates tem a sua proposta burlada por conta desta mamata. 


As fases só são vencidas derrotando a quantidade pedida de inimigos apresentados numa barrinha, feito em Genocide. Elas não passam de meros cenários, não possuem buracos, armadilhas, nada, com o tempo fica maçante pelas repetições, somente os inimigos conferem vida aos lugares de estética muito fraca, é tudo muito apagado, podiam ter aproveitado melhor o tema ninja para justificar os poderes do mesmo.


Agora, quanto aos inimigos, eles variam muito, dos tradicionais ninjas, a lanceiros, shinobis em pipas, samurais, cavaleiros usando massas, caindo as pencas subchefes bem temáticos e donos de muitas técnicas. Luta as vezes com 2 ou 3 subchefes pela fase fora o mestre do nível, incluo coisas doidas como um robô movido por mecanismo de relógio e o ninja final que até usa um kamehameha; quando alguns não o atacam em grupo ou chamam seus animais como falcões e cachorros. O segredo também é aplicar os combos nos pontos chave e na hora certa, tira mais dano que o normal.

Você tem 2 finais - o bom e o ruim. Basta não acertar a princesa quando lutar contra o penúltimo chefe portador de garruchas. Fechando com o final bom, habilita um clone feminino do Kazekiri, a kunoichi Suzu, não há nada de diferente jogando com ela, só encaro como fanservice.


Tirando as paisagens apagadonas, os sprites tão de parabéns, lembra muito aqueles jogos do período dos 2D de Saturn e Play 1, então mantém-se o ar contemporâneo. Há umas cut scenes nos pontos extremos do jogo, a intro mostrando a abdução da princesa e os finais por assim dizer. O traço era do auge dos animes noventistas. Destaque pros efeitos sonoros de espada, dardos, fogo, muito bons, a musica dá pro gasto, aquelas batidas ninja.

Compensa muito jogá-lo, um beat n' up modernoso 2D de ninjas e outros guerreiros japarengas, muito desafiador. Pra passar é tipo kumon, só repetindo muito pra evitar as mancadas. O tamanho do jogo é mais leve que tu gastares um DVD pra gravar ou comprar um jogo 2D do Naruto, ou essas franquias indies mal acabadas pique o anime Ninja Scroll. Falou!


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