segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Castlevania II: Belmont's Revenge



É sabido que todos os Castlevanias do Game Boy não prestam, mesmo o Legends era bem sacaneado. Os gráficos do primeiro só podiam vir de uma calculadora, movimentação mais travadona que no NES, inimigos pouco inspirados, e vai saber porquê a Konami anos mais tarde cria um novo episódio da franquia usando os elementos deste primeiro ao invés de pegar outros antigos mais importantes citando Haunted Castle e Vampire Killer.

Dentre os 3 títulos saídos Castlevania II: Belmont's Revenge é o mais “cult”. Pra Konami não quebrar muito a cachola tentando pensar num jeito de tornar interessante os minimalistas cenários assombrados de mansão, resolve tematizar as fases na veia da série Mega Man, tornando 4 delas disponíveis ao começar a partida. Cada fase é um castelo temático, um de nuvens, outro cristalino, um vegetal e outro rochoso feito ruína asteca.


Basicamente o sistema e implementações pro portátil incluídas no primeiro estão aqui, melhor utilizadas como cordas para subir, o chicote lançando uma bola energética no seu ápice e-e-e... Nada mais. Os estágios pras limitações não passam vergonha, os chefes são um destaque, todos bem grandes pros cenários cubículos sem causar tanto slowdown.

Isso tudo daria certo, se não fossem as fases finais roubadas onde 60% do risco se deve pelo controle estragado e antros muito apertados pra ter fluidez na escapatória dos golpes inimigos. O penúltimo é um Belmont possúido usando até umas facas aladas lembrando bem aquela espada familiar no Symphony of the Night. Quanto ao Draculeta, tá bem putão, com aquele poder de ter uma barreira com bolinhas assassinas depois dispersadas na arena final cheia de plataformas. 


Não vale correr atrás desse jogo não, curtíssimo, jogabilidade enrijecida, em parte por ainda ser um dos primeiros do Game Boy, depois a Konami se aperfeiçoou e fez uns trecos legais. Só fanático jogará isso sem questionar.

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