sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Genocide 2: Master of the Dark Communion



Queria era jogar Die Bahnwelt, um indie muito caprichado estilo Alien Syndrome com Legend of Zelda, infelizmente os poucos antros sobre o Sharp X68000 não disponibilizam a versão patcheada pro inglês e nem um jeito que corrija a tela bugada, assim sigo pro próximo da lista...

O review não se restringe a esta plataforma, afinal saiu tempos depois pro Super Nintendo, MS-DOS e também pro outro computador desconhecido FM-Towns da Fujitsu, dito ter a melhor conversão. Todavia, "G2" é uma continuação pensada primeiro para o X68K. Geralmente eu faria um post duplo, mostrando o Genocide 1 e 2. O problema é que o primeiro é ruim demais, mal programado pra dedéu, me passou raiva.

Eu sinceramente não curti esta sequencia também. Achei a movimentação do personagem muito franzina pras fases íngremes; armadilhas cobrando alta precisão passando a régua com os inimigos arrancadores instantâneos de HP, numa velocidade da qual dificilmente se revida usando táticas. Melhoraram mais a trollagem nesta sequência comparado ao original, mas ainda prova amadorismo no setor criativo da Zoom, a desenvolvedora original, e não a Kemco de Top Gear incumbida do port de Super.


O enredo é bem satisfatório e dá um dinamismo extra: Depois do herói ter derrotado uma organização vilanesca responsável por uma guerra trazendo a devastação da sociedade no primeiro Genocide, uma outra corporação mostra-se disposta a reconstruir o mundo, mascarando o seu verdadeiro objetivo de criar uma arma do juízo final, é aí que o piloto do robô ninja parte pra briga de novo.

As musicas e gráficos é o determinante do interesse em jogar G2. Faixas serelepes oriundas da visão tokusatsu, mesmo descaracterizando muito a estética niilista dum possível mundo cyberpunk. Os gráficos tão caprichados, não sei se isso foi o real motivo do jogo demorar tanto na hora de carregar os disquetes, demora mais que o habitual.


No comecinho do jogo já acompanhamos o grupo especial descendo da nave com o seu robô parando nas docas, e é legal ver uma maquinona passando por cima de soldados mostrados pequenininhos na sua frente, vindo robôs e outras máquinas infernais nivelando-se à você. Os ambientes estão bem caprichados e mostram bom comprometimento ao fazerem os detalhes, as vezes tornam-se enjoativos por ser tudo muito robótico, caindo na mesmice de sair à procura dos inimigos marcados e assim seguir em frente.


O controle apesar de preciso proporcionando leveza e agilidade ao robô, acaba improdutivo, porque os cenários não são apropriados a sua movimentação. Ele salta e ataca, de acordo com os toques nos botões possibilitando inclusive a defesa. O menu também é esquisitão para mexer - 3 botões + baixo usando um controle paraguaio meu. Alterna-se para uma arma tipo um pequeno satélite ofensivo conforme direcionar o seu rumo, sujeito a ampliar seu dano, carregando-o e de quebra tem umas bombas limitadas capazes de limpar boa parte da tela.

Bom, joguei meio forçado, porque não curti o controle, loadings chatos, decepção com o jogo anterior e facilidade mórbida em perder a vida por causa da programação esquisita. Com todos esses contras ditos, não é a pior coisa do mundo, dá pra jogar legal, o mencionei porque é um título que mesmo saído pra outros, teve um foco forte para portá-lo neste computador. Falou!

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