quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Tetris



Seria ultrajante passar por tantos jogos de Game Boy sem falar deste aqui, o artigo se resume a falar do primeiro, pois tirando umas adições e variações gráficas nas demais versões, elas não fogem tanto da regra deste.

Pra falar se maneira sucinta a tão afamada história de Tetris lá vai: Alexey Pajitnov programa entre amigos no centro tecnológico soviético da época, uma versão eletrônica de um antigo quebra cabeças chamado pentaminó, o joguinho era tão viciante que para não encrencá-lo ele destrói as cópias e mais tarde dispersa o jogo aos sete ventos, o governo russo pega e cria a operação "brain damage" em que tornaria o planeta inteiro viciado em Tetris para assim conquistar o restante do mundo.


Um húngaro passa a ser o distribuidor do título no planeta e intermediário dos soviéticos, então saem diversas versões para computadores domésticos e fliperamas, isso atrai atenção dos engravatados da Nintendo chegando a mobilizar o Gorby para concluir satisfatoriamente o contrato e é no portátil que a febre inicia.

De inicio Tetris parece bastante frio e talvez por sua popularidade banalizada, faça com que seja a última coisa para se jogar, mas uma vez jogando-o pra valer é que inicia-se o vício levando horas pra desgrudar, coisa do mal essa desgraça!


Esta versão contém modo multiplayer e o single, indo pro single lhe permitem jogar dois modos, o modo B varia somente em estabelecer uma quantidade de linhas para serem removidas pontuando logo em seguida. As estratégias vão de cada um, tem aqueles que optam em formar 4 andares de linhas e fazer o "tetris" usando a barra vertical para completar a lacuna; noutros jogos deixam falhas em forma da letra "T" e executam o movimento T spin rendendo pontos extras, mas nessa não vi qualquer efeito em fazer isso. Eu já prefiro ir eliminando linha por linha evitando entupir de blocos desnecessários.


Quanto mais linhas são eliminadas, mais o nível aumenta com isso faz as pedras descerem feito diarréia nos momentos mais altos. As animações fajutas só aparecem depois de cumprir façanhas, seja por score alto ou um nível na estratosfera. Fizeram a tal versão DX saída pro futuro Color, incrivelmente retrocompatível ao de tela verde e tirando este, prepare-se para o massacre de continuações e variantes do jogo! Se tiver umas 3 é pouco. É Tetris 2, Tetris Blast, Tetris Attack, Tetris Plus, uma salada! E começa assim o declínio do clássico portado pra tudo.

É isso! Cumpri minha missão falando dele, realmente vale ser respeitado e revisitado, só não sei se esta versão merece tanta glória, pois ela tem umas esquisitices: as peças não escorregam direito e tendo mais da metade do painel cheio de peças elas caem e param justamente no mesmo local impossibilitando qualquer escapismo mirabolante permitido nas edições futuras.


Enfim, joguem o Tetris DS, Tetris do NES, Tetris do raio que o parta, este é o mais jurássico, vão por mim, catem pra Windows o título ou se quiserem palhaçada vasculhem alguma edição contendo balé russo. Sem mais! Selo Cucamonga de controle da mente.

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