domingo, 10 de maio de 2015

Congo Bongo



Não é de se estranhar que a Sega durante os anos 80 criava muitos jogos "resposta" (ou plágio, para quem é mais sincero) perante o lançamento das concorrente. Algo que também era (e ainda é normal) para a Nintendo na época ou até mesmo para a KonamiCapcom e até mesmo a SNK em seus arranca-rabos pelo mercado de fliperamas no final dos 80 e década de 90. Congo Bongo (Tip Top para os orientais) foi criado em 1983 a fim de beber da água de Donkey Kong com a tentativa de criar um gorilão melhor do que aquele inventado pelo chefe de tortura Miyamoto e seu mentor Gunpei Yokoi.


O objetivo é guiar o caçador por quatro telas atrás do gorila Bongo, que ateou fogo na tenda e na bunda do bigodudo porque queria ver o "circo pegar fogo" mesmo, motivando o safarista a pagar com a mesma moeda.


O jogo trabalha com a perspectiva isométrica, algo que a Sega na época estava experimentando bastante naquele tempo (na verdade, para falar algo de bom dela na época, foi a primeira a explorar essa perspectiva nos jogos com Zaxxon). O caçador deve pular as plataformas ou rios enquanto desvia de cocos, macacos, rinocerontes e afins, chega a reproduzir um pouco as mecânicas de DK e até de Frogger. Deve atravessar a tela e alcançar o Congo que logo recua para o próximo seguimento.


Os controles são bem fluidos para um pioneiro isométrico. Na questão da música, não tem trilha, só os efeitos de som. Os gráficos para a época eram bem detalhados, destacando o jogo entre os poucos arcades de estética mais palatável; Mas isso não ajudou o jogo a se destacar perante toda a propaganda feita sob Donkey Kong e o público que já tinha alcançado por dois anos desde seu lançamento (além de que DK possuia uma dificuldade maior para quem jogava por desafio).

De qualquer forma, é um jogo válido e divertido de se explorar; Boa peça da Sega oitentista, apesar de tentar reproduzir uma outra versão de DK.

Um comentário:

  1. Parece mais bem trabalhado que o DK, mas não parece ter a mesma magia.

    Lembra o nome do clube que o Máscara curte (Coco Bongo).

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