quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sigma Star Saga



Uma mistura doentia e depravada de RPG em tempo real e shooter da WayForward em 2005, aquela empresinha muricana que faz a série da odalisca Xantai.


O jogo se trata de um agente terrestre que se infiltra em um exército alienígena que abriu um rombo na Terra e quase dizima os terráqueos. Fingindo ser um criminoso exilado atrás de vingança e notoriedade, ganha um parasita simbionte escroto que lhe cobre o corpo parecendo aqueles cosplays carnavalescos baratos. Após isso, tudo se resume a intrigas e traições atrás de uma arma biológica e tendo que lidar com duas minas que o auxilia em seu trampo mal pago de agente duplo.


O jogo é dividido em duas jogabilidades, como mencionado acima. Se tem a parte "exploratória" da bagaça, que seria andar pela base, falar com os buchas alienígenas, ir para os planetas completar a história e buscar itens/dados de upgrade; E tem a parte de tirinho interestelar na qual ocorre em encontros randômicos... Sim, é o que está lendo... São encontros aleatórios que ocorrem quando se está andando pelo planetinha matando os bichos na pistolinha, sendo jogado diretamente em uma nave alienígena qualquer (que pode ser tanto um caça pequeno e leve quanto um trambolhão desengonçado e de movimentos truncados).


Sobre a parte mais RPG da bagaça, não há puzzles complicados ou em número significante, o esquema mesmo é correr por aí, matar qualquer tipo de aberração extraterrestre que aparece pelo caminho, encontrar upgrades de sua arma para facilitar a matança dos inimigos, itens para passar por obstáculos e também os dados de armas para equipar a navinha. Os planetas (que, como de praxe, seguem até aquela temática elemental de floresta, lava, gelo, areia) são quase a mesma coisa em sua composição e chegam a enjoar com o tempo.


A parte da navinha é como um sidescroller comum com telas até que decentes e bem empacotadas de inimigos, mas às vezes são jogadas com naves que facilitam ou dificultam demais na hora de abater os trecos voadores ou passar por obstáculos, chegando até mesmo ao ponto de dar muito azar de pegar uma nave grande para passar em um segmento estreito demais. Os dados de armas encontrados nas telas de exploração são bem numerosos e se dividem em três categorias: uma que define a direção e a maneira que o canhão vai atirar (azul), o alcance e potência dos tiros (em vermelho) e o efeito que os tiros vão ter (amarelo); Tudo customizado no menu do jogador, criando combinações diferentes. Matando os bichos, eles vão soltando orbs de experiência que se acumulam até pular de nível, retribuindo com mais força e resistência.


A dificuldade não é tão problemática na jogabilidade de zanzar por aí, mas os segmentos de nave podem ser bem filhos da mãe pela escrotidão da troca de naves e o posicionamento dos inimigos e obstáculos na telinha. A música é temática espacial meio que puxado pra Metroid com as partes mais shooter genérico; Decente, porém nada muito relevante. Visualmente é um jogo bem feito até e aproveita bem o que o portátil podia oferecer.


A mistura de ambos os gêneros não deu certo aqui, resultando em um toroço feio e mal cheiroso. Atribuir encontro aleatório para segmentos de nave no meio de explorações livres padrão RPG é que nem misturar pimenta com jujuba e tentar achar gostoso, ainda mais com essa roleta russa de espaçonaves. Não acabou vingando bem com essa amalgamação zoada demais; Pode, no máximo, ser considerado um jogo mediano (ou medíocre para os sinceros) pelos demais elementos "positivos" como gráficos, trilha "mais do mesmo" e até mesmo a historinha de certo modo. Vai de vocês cucamongos se querem tentar a sorte.

Um comentário:

  1. Os gráficos eu achei bem legais, a parte de nave é aquele estilo que me lembra o Space Impact (acho que é isso) do Nokia. Mas as partes em que se controla o personagem parecem chatinhas.

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