quinta-feira, 28 de maio de 2015

Resident Evil Gaiden



Esse o pessoal deve conhecer, é o jogo de Resident Evil lançado pela Capcom bem no final da vida do GBC lá em 2001. Para compensar o cancelamento do tal port do RE original, decidiram lançar essa bagaça para ver se valia alguns trocados para os fãs necrófilos.


O jogo realmente faz jus ao nome Gaiden, já que o protagonista maior dessa bagaça é aquele tiozão Barry Burton (aqui parecendo um rejeto de Chuck Norris) com o queridinho da galera, Leon, sendo o segundo protagonista quase beirando o papel de secundário (ainda mais vendo o finalzinho que nós não iremos revelar, vá jogar ou assistir uma jogatina). O tio Barry foi mandando por uma organização anti-Umbrella para um transatlântico porque a nova arma criada pelo Krokodil vírus está por lá e infectou todos; Leon foi enviado para dar jeito na situação, mas algo aconteceu e tiveram que mandar o coroa pra lá.


A versão de portátil é extremamente simplificada, não há puzzles, só a procura de chaves e demais itens essenciais para abrir portas ou destravar partes do navio. Quando se está próximo de um item ou de uma porta, um quadro no canto da tela avisa através de imagens como um ponto de exclamação verde ou vermelho (indicando itens ou zumbis se aproximando), portas que podem ser abertas ou fechadas e até mesmo uma caveira indicando quando o presunto infernal tá muito próximo e até te agarrando. Há um menu onde se pode usar os itens de história, itens de cura, equipar armas que encontra por aí ou coletes para se proteger.


O jogo aconselha a fugir dos zumbis o máximo possível, já que tem aquele esquema praxe da série de economizar munição. Porém, quando se vai atacar os bichos, apertando o botão faz com que apareça uma mira em que se aponta no zumbi e então se engaja em combate, trocando para visão em primeira pessoa e uma barra que vai e volta, com as partes brancas com centro azul indicando onde deve apertar para atirar nos defuntos romerianos (o azul sendo um tiro certeiro, causando mais dano). Só não pode demorar muito, pois eles vão se aproximando e então te atacam quando já estão cara a cara com a tela.


Na parte técnica da coisa, os gráficos são bem decentes, principalmente em primeira pessoa (apesar dos bonecos na exploração parecerem reciclados do Metal Gear: Ghost Babel); Mas há reclamações feitas dos gráficos em relação aos cenários do navio, sendo repetitivos demais e pouco assustadores. A música é uma cacofonia de toques e chiados tentando emular suspense e terror, com a trilha principal do jogo e das conversas sendo uma música genérica de ação bonachona com repetição de segundos.


Esse jogo não vale o prato que come, apesar de não dizer que é totalmente horrível. O sistema de tiroteio por barra não vale a pena, por mais que não seja difícil se acostumar, pois ainda se perde munição de trouxa e torna a jogatina bem estagnada. A música é toscalhenta a ponto de matar o jogador antes mesmo dos mortos-vivos paparem os heróis buchas. Ficar zanzando por aí só atrás de itens e não ter os quebra-cabeças que popularizaram a série também não ajuda em necas de pitibiriba. É uma bagaça que, se conseguir jogar até o final, não volta a ver o cartucho atochado no GBC nunca mais (ou o nome da ROM em sua pasta de jogos).

2 comentários:

  1. Nuss, nem sabia que existia RE para Game Boy (pelo visto, tem 2).

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  2. Tem boatos que nesse RE o Leon é infectado pelo vírus, o que explica as acrobacias sobre-humanas dele no RE 4.

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