quinta-feira, 7 de maio de 2015

Monster World IV



Em 94, 3 anos depois do Monster World, a Westone termina o cursinho de programação e nos entrega o jogo final da franquia Wonder Boy/Monster World em alta qualidade ofertando conceitos inéditos - gráficos e mecânicas posteriormente saqueadas por empresas espreitando na moita pela questão da subsidiária da Sega seguir mesma tendência negligente em dar ouro e a xana pro bandido. 

Originalmente Monster World IV foi pensado para selecionar entre um fedelho ou uma pirralha, o guri seria nomeado de Eusha, significando em esperanto "bravo guerreiro" enquanto a menina fora batizada de Asha.  A ideia era boa, mas as limitações da fita impediram o intento, resultando assim na Asha estrelando a bagaça.

A historinha é satisfatória: o monstrengo final do Wonder Boy V volta a atormentar o Monster World, aprisionando os helpers do jogo anterior agora ditos espíritos elementais protetores das quatro áreas principais. Um sussurro então nos sonhos de Asha clama por ajuda, e a garota tuaregue encafifa de ir em jihad saber que pavocas está ocorrendo. No caminho ela obtém uma lâmpada mágica e uma criatura auxiliar de ar felino parecendo aquelas aventuras eco-xaropes do Hayao Miyazaki (embora todas possuam excelência). No reino de Rapadagna ela ganha a missão da rainha de libertar os espíritos, levando mandalas correspondentes aos portais que levam a cada área enquanto interage e compra coisas na cidade.


A aventura enxuga o conceito de transitar entre áreas isolando elas por portas acessíveis conforme conversa com os NPCs, coleta itens e aumenta o tamanho de seu mascote voador Pepelogo. Pelo resumão dos cenários, será muito mais intuitiva a exploração no jogo sem que se perca, basicamente tem o palácio da rainha guardando itens e as cidades com casas e edifícios vendendo itens seguindo a risca tudo aquilo já imaginado na série.

As fases seguem uma introdução de natureza mais aberta para algumas telas seguintes acontecer de fato o inicio da masmorra temática com direito a vinheta. O cenário exige bastante o uso do mascote pepelogo, ele não só plana passando por fossos largos como permite pulos duplos, serve de plataformas, anteparo contra projéteis, enfim, indispensável para o progresso, enquanto Asha parte pro ataque comum capaz de atacar em qualquer direção e levantar o escudo apertando pra baixo. 


Seja pra farmar ou bater em retirada caso os monstros comecem a encher o saco, é possível invocar um gênio sequeladão da cabeça e fazer você retornar para Rapadagna, assim tu se ajoelha pro deus assírio da fonte, recompõe o HP todo, compra coisas novas e se quiser salvar a data com um druida, também presente nas fases. Elas contém bastante subchefes antes do principal que quando morto mostra uma animação bem feita dos espíritos agradecendo a liberdade.


O jogo é indispensável pros que buscam as obras primas do Mega Drive ou mesmo algo proveitoso; é incrível ver como o marketing pouco alardeado e restrição única ao Japão garantiu a picaretagem de terceiras levarem crédito na fabricação de jogos como Shantae tão bem elogiado aqui e do menos pior Klonoa.  Se você é pagante dos serviços Apple e alinhado a visão ordinária Yuppie, é possível comprá-lo no Virtual Console, PSN e indo mais pra japaroguenhice o Sega Ages 2500 Series Vol. 29: Monster World Complete Collection de PS2.

2 comentários:

  1. Parece bom, acho que vale a pena catar uma ROM em inglês.

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  2. Esse é um dos melhores de plataforma pro Mega, já pega o final de vida do sistema e é menos truncado controlar a personagem frente outros da série.

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