segunda-feira, 22 de junho de 2015

Heavy Metal: Geomatrix



Eita, outro jogo da parceria Sega-Capcom no Dreamcast em 2001, o que tinha de fliperama e jogos da Capcom portados pro console era uma pá, ainda mais com um ou outro jogo feito sob medida na placa NAOMI. Além do mais, esse budega aqui usou da licença da revista pancada setentista Heavy Metal para sua temática, com participação das bandocas de heavy/power metal bonachonas como o Mé Gá Déti e o Ralfórde do tiozão Róbi do Padre Judas. Sem falar que o co-criador das Tortugas Ninjutsu (que também é editor até hoje da revista) Kevin Eastman tá ali de conselheiro com o desenhista do Lobo noventista (O MAIORAL, MINHA GENTE!!!111) ali cuidando do design dos personagens.


O negócio é simples, são doze personagens divididos em grupos de trios. Há o grupo de uns mercenários motoqueiros, outro de uns fuzileiros interestelares, outro de cavaleiros pós-apocalípticos, e um de agentes secretos mutantes. Você escolhe um dos personagens e sai na porrada em arenas abertas, com dados de armas, mochilas a jato, etc. aparecendo no campo.


Os lideres dos grupos são balanceados, as minas são mais rápidas e, fora os cruzados distópicos, os outros grupos tem um fortão. Os comandos de batalha são bem simples e limitado aos botões básicos, com o ataque simples que pode ir combando, o pulo que pode controlar onde irá cair, um botão de tiro quando está equipado com alguma arma (seja branca ou não) e um para mudar o seu alvo de ataque (já que as primeiras lutas serão 1x1 com os líderes e depois 2x1 contra os demais caras). Os gatilhos servem para um tiro especial ou para deslizar em movimento.


As armas são bem variadas, desde espadas até metralhadoras exageradas parecendo motores de motoca envenenado, armas laser e até um controle que te dá visão aérea para lançar mísseis em cima da cabeça do adversário desgramado. Algumas arenas são bem espaçosas e permitem se esconder de fogo inimigo ou até mesmo encurralar os inimigos, pode até mesmo ser destruído, proporcionando uma pancadaria bem caótica.


Os controles são bem responsíveis até, só os pulos que são meio "espaciais" e não servem bem na hora de fugir do chumbo lançado. Os gráficos são muito bons e a música é só metal das bandas mencionadas e mais outras, incluindo o vocal para acompanhar, nada se perde na placa de som do Dreamcast, é praticamente bem fiel. Sem falar no visual bem treze das fases e dos personagens, aquele trash exagerado pelo qual a revista é famosa em suas historietas para motoqueiro barbudo ler no banheiro químico da lanchonete de estrada.


Outro jogo supimpa da Capcom que merece comprar um Dreamcast vagabundo ou emular para experimentar. As duas empresas deveriam tomar vergonha, ainda mais as outras que ficam apenas com os joguinhos de porradaria onanistas para otacu.

PS.: Aqui estão dois vídeos para os cucamongos que não sabem que raios a revista Heavy Metal se trata. São os trailers dos filmes de 1981 e o de 2000.




Um comentário:

  1. Essa revista, o primeiro filme e o jogo são recomendadíssimos, ainda mais pros tempos recentes.

    ResponderExcluir