quinta-feira, 25 de junho de 2015

Tomato Adventure



Jogatina fodida de doida lançada pela tal AlphaDream (uma subsidiária que faz aqueles RPGs portáteis do irmãos sicilianos da máfia) para estrear o Gambé Avançado. Na verdade, foi até um dos primeiros projetos do tal grupo tentando provar seu valor para os todos poderosos da Nintendo. Como não fez sucesso (mesmo com o sorteio escroto de tomates, já que lá na Nipônia parece não existir tais coisas), a Ñintendo é muito da malandra inovadora e mandou recauchutar boa parte da mecânica de jogo e até temática para criar o Superstar Saga (mesmo caso com o jogo dos sapos e Link's Awakening).


Segundo fontes confiáveis e à prova de falhas da Wikipédia, de detonados e qualquer outro site gringo aí pelo mar digital para contar a história por trás do japonês, a história é de um reizinho bebezão (literalmente) que constrói um raio de transformar qualquer coisa em brinquedos, anunciando isso em rede nacional e ainda querendo transformar os buchas de seus súditos em brinquedos. Enquanto isso, uma lebre subversiva bem animulesca exilada com demais vagabundos na periferia do reino porque não gostam de tomates decide sair com a namoradinha para gazetear por aí procurando brinquedos, mas a moleca acaba sendo sequestrada por dois bonecos mongos para servir de combustível para a maquininha do rei. Eita, fumação de jujuba da preura.


É o seu RPG comum, tem que visitar cidades e calabouços, todos eles nomeados e simbolizando algum tipo de comida, os encontros de inimigos são previsíveis com os capangas na tela ativando a luta quando encosta no boneco. O sistema de luta também seria RPG comum, mas é aí (além da temática viajada) que o jogo se destaca. Tudo gira em torno do sistema de "macetes" (ou gimmick para os anglicanistas lelés, o jogo até se chamava Gimmick Land em projeto). Os tais macetes são brinquedos que servem como armas, cada uma delas exige que o jogador aperte os botões no determinado tempo e/ou ordem, desembaralhar números, acertar padrões, outras bagaças para complicar a vida do infeliz, com o acerto mais próximo possível definindo um ataque forte ou um ataque fraco (com isso, já vê semelhanças com o "sucessor espiritual").



Como mencionado, a temática é toda pirada, tudo baseado em alimentos ou brinquedos, inimigos bizarros parecendo as bugigangas infantis de 1.99, até a música é bem lúdica (e recauchutada para outros tons em uma ou outra trilha). Os gráficos são muito bem feitos para os cenários do jogo, visto que era um lançamento de 2002, o GBA mal tinha saído direito, e considerando que essa bagaça era para ser um lançamento de Gambé Colór que passou por mudanças drásticas a mando da Grande Ñ para promover sua maquineta nova (que mais virou um emulador de ports).



Já avisando que isso aqui só se joga com detonado, Youtube ou na raça, não tem tradução. É um RPG até que decente se for pela piração psicodélica ludista, pelo sistema de macetes não chega a ser legal pois enjoa rápido e só maquia a ação em turnos básica. Só resultou frutos melhores quando deram uma boa simplificada e até mais dinâmica na Saga Super Estrela do Jumpman.

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